P3B: dicas práticas para os trabalhadores dos grupos de desobsessão
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Um dos trabalhos mais gratificantes disponíveis para os trabalhadores da Aliança é o de desobsessão conhecido por P3B. Apesar das energias densas que fazem parte do trabalho, a felicidade de poder fazer parte de um grupo encarnado e desencarnado a recuperar a ovelha desgarrada, como também já fomos, é algo inenarrável.
Diferentemente dos trabalhos de cura espiritual (P3A), as energias sutis no trabalho de desobsessão existem certamente, porém, são menos perceptíveis dadas as vibrações dos assistidos e da necessidade de proteção ininterrupta para os encarnados.
Novamente, a preparação do ambiente é extremamente importante. A condição dos encarnados, a oração preparatória, a vontade de fazer o bem e o amor disponível são nossas ferramentas neste grupo mediúnico de desobsessão.
Lembramos a recomendação do “Guia do Discípulo”, de Edgard Armond (item 2 – Sentido e Fins da Preparação), de que o discípulo “deverá ser médium de si mesmo, bastando comungar diariamente com os benfeitores espirituais ligados ao seu trabalho, agentes da grande legião que opera no mundo o esforço de redenção da humanidade sob a direção superior do próprio divino Mestre”.
Ser médium de si mesmo significa ampliar sua intuição na vida do dia a dia para entender as situações que virão para o desestabilizar e aprender a suplantá-las com fé, oração e vontade. Assim, ficamos mais preparados, equilibrados e em paz para os trabalhos mediúnicos do grupo que participamos.
Antes do trabalho
Justifica-se esta atenção sobretudo durante a semana anterior aos trabalhos no P3B, pois algumas vezes espíritos sofredores são trazidos pelos benfeitores de forma controlada e segura, para que esta aproximação ajude na prévia ambientação entre o médium que deverá apoiar o tratamento e o próprio espírito sofredor.
Isto pode trazer um certo mal-estar ou pequena aflição ou angústia ao médium. É imprescindível lembrar da sua dedicação aos trabalhos que se realizarão e compreender que esta situação tem o seu motivo de ser nos trabalhos a serem realizados na casa espírita. O melhor a fazer é entender, aceitar e orar que se sentirá melhor.
Durante o trabalho
Vamos então para a sala de passe, onde podemos descrevê-la inicialmente com uma parede espiritual em espiral de cerca de 40 centímetros ao redor do grupo encarnado, conduzindo as energias de proteção para o plano mais alto. Alguns protetores se posicionam ao redor do grupo e auxiliares ou mentores ficam atrás de cada encarnado.
Acima de todos, estão 3 a 4 espíritos de luz que conduzem tudo alinhando a necessidade de cada assistido, as instruções ao dirigente encarnado e aos demais trabalhadores do dia.
Uma representação esquemática deste grupo segue abaixo. Vale lembrar que esta é uma configuração, podendo haver outras também.
É interessante perceber que a altura deste grupo dos espíritos de luz pode variar. Nota-se que quanto mais distante o trabalho de suporte e resgate, maior é a altura do grupo em relação aos espíritos encarnados. Mas isto é algo que precisa ser melhor estudado.
Para o médium vidente, logo ao chegar à sala, um pouco antes do início dos trabalhos, pode ser possível identificar um representante de alguma fraternidade do espaço. A presença de um membro da Rosa Mística de Maria de Nazaré, por exemplo, demonstra que haverá resgate em vales como o dos suicidas ou o auxílio a jovens espíritos perturbados, nos trazendo antecipadamente uma ideia do que esperar no dia do trabalho.
Vale ressaltar a necessidade de uma boa sintonia com os mentores dos trabalhos, pois as mensagens chegarão, mas devemos zelar pelo momento mais apropriado de divulgá-las para o dirigente encarnado dos trabalhos.
Por exemplo, quando recebemos o relato de encarnação anterior de espírito obsessor e a causa da obsessão ou do erro praticado. É importante prestar atenção na orientação do mentor, que pode solicitar que o trabalhador encarnado divulgue a mensagem recebida quando o obsessor se posicionar na dúvida ou incredulidade.
A nossa calma e paz interior permitirão estar bem atentos a estas mensagens dos trabalhadores do plano espiritual que podem nos informar também, se for permitido por Deus, que estamos trabalhando por espíritos que se encontrem em situações de penúria espiritual, nos lugares inferiores visitados, por nossa própria causa em vidas anteriores. Trata-se da misericórdia Divina nos permitindo corrigir erros graves do passado, uma bênção ao trabalhador do P3B.
Como lidar com modificações perispirituais
Outro item importante e sobretudo explicativo para muitos médiuns videntes que estão iniciando nos trabalhos, é que verão espíritos nas mais diferentes situações perispirituais e podem se assustar num primeiro momento.
Devemos lembrar sempre que as modificações perispirituais encontradas como licantropia (forma similar a um lobo) ou alguma outra monstruosidade são apenas fruto de uma concentração mental do próprio espírito sofredor ou de algum obsessor que atua no perispírito da entidade. Muitas vezes vêm acompanhados de cheiro característico de “cachorro” ou enxofre.
Nesses casos, a orientação é comunicar ao dirigente do grupo encarnado. Assim, nossa caridade deve ser o sentimento de piedade para com eles. Na maioria das vezes, trata-se de espírito pouco esclarecido que se faz transformado para tentar intimidar mentes menos esclarecidas pelo medo.
São como crianças que se fantasiam no intuito de trazer algum tipo de receio para quem está próximo. Cabe a nós rogarmos a Deus e a Jesus a benção para os trabalhos que estão sendo realizados, certos de que, pela nossa fé e proteção ali existente, nada temos a temer. (Continua no próximo O Trevo)
Mauro Iwanow é voluntário em O Trevo e no CEEA, da Regional Oeste, em São Paulo/SP
Para saber mais:
O Trevo 530, artigo
“Maria e a Fraternidade Rosa Mística de Nazaré”
“O Livro dos Médiuns”, Cap. XXIII – Da Obsessão