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Capítulo 8

MOCIDADE ESPÍRITA

O QUE É A MOCIDADE ESPÍRITA

Mocidade Espírita é um programa organizado para proporcionar a vivência do cristianismo como proposta essencial de aperfeiçoamento moral dos jovens.

Também é o nome da área no Centro Espírita que está dedicado à juventude.

QUAIS SÃO OS SEUS OBJETIVOS

Dar ao jovem uma formação moral e intelectual que seja a base sólida sobre a qual ele construirá sua vida, e onde encontrará forças para enfrentar a si mesmo e o mundo, diante da realidade em que vive, e caminhar para a frente por seus próprios recursos.

Outro objetivo importante é promover a construção da base religiosa e moral da juventude, preparando o jovem para assumir uma posição participativa dentro da Doutrina Espírita e do grupo a que se filia, para que, através do seu dinamismo e coragem, possa realmente exteriorizar o Espiritismo de maneira atuante.

COMO SE ESTRUTURA

Reuniões

As reuniões são semanais, com duração de 90 minutos, com o seguinte roteiro básico:

10 minutos — Preparação: elevação gradativa e prece;

25 minutos — Avisos, comentários, músicas, etc.;

45 minutos — Apresentação da aula, sobre assunto específico, conforme a programação;

10 minutos — Encerramento: vibrações coletivas e prece de agradecimento.

Direção

A equipe diretora é formada pelo Dirigente da Turma de Mocidade Espírita, um auxiliar e um secretário.

O dirigente deve ser pessoa integrada a todas as atividades da Casa Espírita, e mesmo na Aliança, porque ele deve:

· Ter capacidade de induzir os jovens à participação em trabalhos, de forma consciente (saber o porquê).

· Orientar convenientemente sobre o trabalho que mais adequadamente possa ser assumido pelo grupo como um todo ou pelos indivíduos, de acordo com seus anseios e afinidades (é importante não haver marginalização: cada um deve encontrar resposta a seu potencial de realização).

· Reciclar constantemente essas duas fases, possibilitando a integração dos jovens nos trabalhos já em andamento ou por começar, à medida que voltem ao trabalho como forma de participação efetiva.

O secretário atua no controle da freqüência, na distribuição de material, no esclarecimento de dúvidas e no apoio constante aos alunos, podendo ser requisitado na própria turma, desde que seja assíduo e tenha preparo para substituir o dirigente sempre que necessário.

A faixa etária ideal para ser dirigente de Mocidade é de 18 a 30 anos. Caso exista alguém que queira abrir uma turma de Mocidade Espírita, e não se encontre na faixa etária estabelecida (isto é, que tenha mais idade), poderá assumir tal responsabilidade, contanto que passe a função de dirigente para o jovem que se destacar melhor em liderança, o mais breve possível. Em qualquer caso, é recomendável que o dirigente seja aluno ou tenha concluído a Escola de Aprendizes do Evangelho.

Participantes

No tocante às idades, o ideal seria que os jovens fossem admitidos nas turmas da Mocidade com 14 anos (quando sai da Evangelização Infantil ou Pré-Mocidade), concluindo-a com 18 anos, idade apta para ingressar na Escola de Aprendizes do Evangelho.

Os jovens com mais de 18 anos deverão ser encaminhados para a Escola de Aprendizes do Evangelho.

Caso o jovem tenha menos de 14 anos, porém já cursou a Evangelização Infantil, e o evangelizador sente que ele está apto para entrar na Mocidade, não há restrições (para participar da turma).

As turmas poderão manter inscrições abertas, recebendo novos jovens, até a aula 10 do Programa. Caso algum jovem venha para a Mocidade após a aula 10, poderá participar da turma na condição de ouvinte, comprometendo-se a freqüentar a próxima turma da Mocidade que iniciar na Casa.

Integração da Mocidade ao Grupo da Aliança

A Assembléia de Grupos Integrados realizada em dezembro de 1992 recomendou que os Grupos da Aliança revisassem sua organização estatutária para incluir a Diretoria de Mocidade como área responsável pelas atividades da Mocidade Espírita no Centro.

Os Coordenadores Regionais da Aliança têm definido suas equipes de trabalho incluindo a função de Coordenador Regional de Mocidade, para auxiliar a equipe de coordenação no que se refere à atuação e crescimento das Mocidades.

Recomenda-se que o Coordenador Regional de Mocidade:

a) tenha reconhecida experiência com o Programa de Mocidade;

b) seja dirigente de Mocidade;

c) esteja integrado com a própria Regional e com as atividades da Aliança; e

d) participe das reuniões programadas pela Diretoria de Mocidade da

Aliança.

PROGRAMAÇÃO

O programa, tal qual está estruturado, visa oferecer conhecimentos práticos e teóricos. Para tanto, subdivide-se em:

Programa de Estudos

O Programa de Estudos, como se apresenta, foi estruturado buscando a apresentação dos assuntos de maneira lógica, progressiva e dialogante, cujo conteúdo procura, já em si, o dinamismo. Entretanto, observamos aos elementos encarregados da sua aplicação, que ele só irá atingir realmente os seus objetivos aliado a 'métodos dinâmicos' de ministrar as aulas e, assim sendo, exigirá dos dirigentes de Mocidades um trabalho nesse sentido, com maior planejamento e cuidados junto aos expositores ou coordenadores de aula.

O Programa de Estudos subdivide-se em três ciclos, que visam os seguintes aspectos:

1º Ciclo — Estudos doutrinários teóricos e práticos.

2º Ciclo — Estudos doutrinários profundos.

3º Ciclo — Estudos das principais obras doutrinárias.

Programa de Atividades

O Programa de Atividades objetiva a integração, sob o aspecto prático, dos jovens na Doutrina, facultando-lhes condições para a observação e experimentação em visitas ou trabalhos, que se processam paralelamente ao estudo teórico e desta forma o complementam. Aconselhamos aos dirigentes de Mocidades que planejem com uma boa antecedência todas as atividades propostas, combinando com os dirigentes dos outros trabalhos ou instituições, observando as regras necessárias, e principalmente motivando e orientando com clareza a turma, buscando sempre fazê-la entender o verdadeiro sentido de estar fazendo aquilo, e não simplesmente deixar que o façam por imposição ou inércia.

PROGRAMA DE MOCIDADE DA

ALIANÇA ESPÍRITA EVANGÉLICA

in O Trevo nº 196, de Junho de 1990.

Em sua reunião de 5 de maio de 1990, no Centro Espírita Discípulos de Jesus, em São Paulo, o Conselho de Grupos Integrados da Aliança Espírita Evangélica, aprovou o novo programa de Mocidades Espírita, proposto pela CAM – Comissão de Apoio às Mocidades.

Este novo programa tem três principais partes: a Pré-Mocidade, o Ciclo 1 e o Ciclo 2.

A Pré-Mocidade visa o conhecimento da turma e de seus componentes, em diálogos bem descontraídos e de temas de fácil aceitação.

Atenção! Não confundir Pré-Mocidade com Intermediário. O período denominado Intermediário pertence ao Departamento de Evangelização Infantil, cabendo a este melhor conduzir as aulas para os futuros jovens de Mocidade.

O Ciclo 1 visa a formação intelectual e moral do jovem, sendo completado pelo Ciclo 2, com a formação religiosa, preparando o jovem para uma ativa participação no Centro Espírita.

Fica em aberto um 3º Ciclo, onde a turma passaria a estudar algumas obras como, por exemplo, obras da codificação espírita ou de outras religiões.

Lembramos apenas que o programa não deverá se expandir muito, tornando-o deste modo monótono e cansativo, desestimulando seus participantes.

Na última revisão de cada ciclo, deve-se submeter cada aluno da turma a um exame espiritual, com a finalidade de transmitir-lhe uma mensagem do Plano Espiritual. No 1º exame (final do Ciclo 1) pode-se verificar se este aluno está apto a fazer o Curso de Passes.

Consta, de cada aula dos Ciclos 1 e 2, uma relação de obras (indicada como 'Bibliografia') como sugestão para pesquisa. As referências numéricas constituem um código para essas obras, que relacionamos no final deste texto.

PRÉ-MOCIDADE

Objetivo: Fraternização.

Sugestões: As aulas deverão ser de forma aberta, para que todos possam se conhecer e dar início a longas e duradouras amizades. O esquema sugerido é: diálogos, debates, trabalhos (manuais, externos), etc.

Explicações: A Pré-Mocidade constitui-se de 4 aulas obrigatórias, com temas também obrigatórios, e mais 4 aulas livres, se necessárias, com temas à escolha dos dirigentes.

Aulas Obrigatórias:

Aula 1 — Amizade

Aula 2 — Natureza / Ecologia

Aula 3 — Construção / Mãos e Coração*

Aula 4 — Futuro e Progresso.

Aulas Livres (sugestões para temas): Família, Diversões, Artes, Religião, Jovem na dimensão social, Amor, Movimentos jovens, União entre as Nações, Profissão / Estudos, Liberdade, Paz, Crises.

MOCIDADE

CICLO 1

Objetivo: Formação intelectual e moral do jovem.

Aulas:

1. O que é a Mocidade Espírita

a) Quais os seus objetivos

b) Como surgiu

c) O Programa de Atividades

2. O Grupo Integrado e a Aliança Espírita Evangélica (AEE)

a) O que é Aliança Espírita Evangélica e seus trabalhos

b) O que é Grupo Integrado e seus trabalhos

3. Evolução do pensamento religioso

a) Deus e a evolução do espírito

b) Religião

c) As três revelações

d) A fé religiosa face à razão

Bibliografia: 1, 3, 7, 8, 26, 27, 41

4. Como se criou o corpo da Doutrina Espírita e quem o criou

a) As irmãs Fox, Hydesville, 1848

b) Mesas girantes

c) Breve biografia de Allan Kardec: difusão da Doutrina Espírita pelo

mundo e os continuadores de Allan Kardec

Bibliografia: 1, 6, 7, 25, 41, 67, 68, 78

5. O que é Espiritismo e qual a sua posição entre as demais filosofias e religiões

a) Conceito de Doutrina

b) Bases do Espiritismo

c) Diferença entre Espiritismo, Umbanda e religiões Afro-Indígenas

d) O Espiritismo e sua tarefa de recristianizar a Humanidade

Bibliografia: 1, 7, 8, 40, 41, 68

6. Revisão 1

7. Quais os setores em que a Doutrina Espírita se compõe e qual o mais importante: o religioso

a) Ciência

b) Filosofia

c) Religião

Bibliografia: 1, 25, 26, 28, 40, 41

8. Obras básicas da codificação kardequiana

a) O Livro dos Espíritos

b) O Livro dos Médiuns

c) O Evangelho segundo o Espiritismo

d) O Céu e o Inferno

e) A Gênese

f) Obras Póstumas

g) O Principiante Espírita e O que é o Espiritismo

Bibliografia: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 41.

9. Descrição do mundo espiritual

a) Como é o plano dos espíritos

b) O que é Espirito

c) Escala espírita

Bibliografia: 1, 6, 41

10. A Vontade e o Dever

a) O que são e a que se destinam

b) Quando e onde são utilizados

c) Benefícios que trazem e o que ocorre na sua ausência

Bibliografia: 3, 49, 69

11. A Humildade e o Bom Exemplo

a) O que são e a que se destinam

b) Quando e onde são utilizados

c) Benefícios que trazem e o que ocorre na sua ausência

Bibliografia: 3, 39

12. A reencarnação e a evolução do espírito

a) A reencarnação

b) O que é Carma

c) Pluralidade das existências

Bibliografia: 1, 23

13. A Caridade e o Auxílio

a) O que são e a que se destinam

b) Quando e onde são utilizados

c) Benefícios que trazem e o que ocorre na sua ausência

Bibliografia: 1, 3, 32

14. A Indulgência e o Perdão

a) O que são e a que se destinam

b) Quando e onde são utilizados

c) Benefícios que trazem e o que ocorre na sua ausência

Bibliografia: 1

15. Revisão 2

16. Lei de Ação e Reação

a) O que é a Lei de Ação e Reação

b) Lei de Amor e Justiça

Bibliografia: 1, 11, 12, 13, 30, 74

17. Livre-arbítrio e Responsabilidade

a) Liberdade de pensar e de consciência

b) Livre-arbítrio

c) Semeadura livre, colheita obrigatória

d) Vivência na Doutrina Espírita

Bibliografia: 1, 3, 49.

18. O Trabalho e o Progresso

a) Marcha do progresso

b) Obstáculos ao progresso

c) Reencarnação como forma de progresso

d) As idéias espíritas no progresso individual e coletivo

e) Trabalhos espiritual e material, como forma de progresso

Bibliografia: 1, 32.

19. A recordação das existências anteriores e a volta do espírito à vida corporal

a) Encarne e desencarne

b) União da alma e do corpo

c) Emanação da alma: sono, sonhos

d) O esquecimento do passado

e) O passado e o presente. O futuro depende de hoje

f) Tendências e aptidões

g) Necessidade da prática do Bem

Bibliografia: 1, 4, 6, 11, 12, 13

20. Revisão 3

21. Interferência dos espíritos no mundo material

a) Influência dos espíritos em nossos pensamentos e atos

b) Espíritos protetores

c) Pressentimentos

d) Ação dos Espíritos nos fenômenos naturais

e) Influência dos Espíritos desde os primórdios

Bibliografia: 1, 11, 12, 13, 25, 41

22. Mediunidade

a) Desmistificar

b) A mediunidade não nasceu do Espiritismo

c) Utilidade, importância e necessidade da mesma

Bibliografia: 6, 44, 46

23. Paciência e Compreensão

a) O que são e a que se destinam

b) Quando e onde são utilizadas

c) Benefícios que trazem e o que ocorre na sua ausência

Bibliografia: 3, 32

24. Prece e Vigilância

a) Orai e vigiai

b) O valor científico da prece

Bibliografia: 3

25. Revisão 4

26. O processo da 1ª Revelação

a) A biografia de Moisés

b) A missão de Moisés junto à Humanidade

c) Lei de justiça

Bibliografia: 1

27. O processo da 2ª Revelação

a) Biografia de Jesus

b) Lei do amor

Bibliografia: 1, 80

28. Parábolas de Jesus

a) Porque Jesus falava em parábolas

b) As parábolas mais marcantes

Bibliografia: 3, 80

29. Sermão do Monte

a) A vida moral com base no Evangelho de Jesus

Bibliografia: 3, 80

30. Pai Nosso

a) Explicações e importância do Pai Nosso

Bibliografia: 3, 80

31. A Fé e a Esperança

a) O que são e a que se destinam

b) Quando e onde são utilizadas

c) Benefícios que trazem e o que ocorre na ausência da Fé e da

Esperança.

Bibliografia: 3

32. Amor e Paz

a) O que são e a que se destinam

b) Quando e onde são utilizados

c) Benefícios que trazem e o que ocorre na ausência do Amor e da Paz

Bibliografia: 3, 81

33. Revisão 5

34. O jovem e a família

35. Juventude, namoro, noivado, sexo e casamento

a) Discussão em grupo

36. Dissolução da família

a) Crise de comunicação: o diálogo

b) Fracasso social e econômico

c) Rotina gerando intolerância e desarmonia

Bibliografia: 24

37. Formação cristã da família

a) A importância do lar: escola, resgate e progresso

b) Evangelho no lar

Bibliografia: 3

38. Juventude, diversões e vícios

a) Discussão em grupo

39. Solidão, tédio e vazio interior

a) Indiferença

b) Carência afetiva

c) Suicídio e loucura: causas, conseqüências e prevenção

Bibliografia: 15, 82

40. O medo e as pressões do mundo

a) Máscaras e personalidade

b) Massificação e autenticidade

c) Críticas do meio e autocrítica

Bibliografia: 82

41. Consciência: na esperança de uma nova vida

a) As potencialidades positivas do Homem

b) O otimismo, a confiança e a coragem empregados no bem comum

c) O Homem e o futuro

d) O Homem e Jesus

Bibliografia: 3, 83

42. Revisão 6

43. Juventude, o estudo e a profissão

a) Discussão em grupo

44. Jovem, pátria, união entre as nações

a) Discussão em grupo

45. Guerras e crises

a) O progresso científico e armamentista

b) Repressões sociais e econômicas

Bibliografia: 85

46. Riquezas e misérias

a) Sociedade de consumo

b) Massificação das informações e costumes

c) Injustiças sociais e violência

d) Indiferença diante das misérias sociais e morais

Bibliografia: 84

47. A prática cristã

a) O cristão no mundo (trabalho, casamento, família, estudo)

Bibliografia: 1

48. Juventude e religião

a) Discussão em grupo

49. O ideal de vida

a) Auto-análise e perspectivas de vida

b) Anseios e vocações

c) Necessidade de luta e esforço

50. Revisão 7

CICLO 2

Objetivo: Formação espírita-religiosa dos jovens, iniciando-os como novos e ativos trabalhadores da Casa Espírita.

51. Deus e o infinito

a) Deus

b) Provas da existência de Deus

c) Atributos da Divindade

d) Panteísmo — o Bem e o Mal

Bibliografia: 1, 5, 52

52. A Criação Divina (A Gênese)

a) Nosso Universo

b) Os dois planos de vida

c) A criação de nosso planeta

Bibliografia: 5, 20, 25, 70

53. A evolução nos diversos reinos

a) Surgimento da vida organizada

b) A passagem pelos três reinos

c) Conhecimento do livre-arbítrio

Bibliografia: 1, 7, 20, 25, 70

54. A vida em outros planetas

a) Diversidade e categoria dos mundos habitados

b) Os Exilados da Capela

Bibliografia: 3, 25, 42

55. Revisão 8

56. O Livro dos Espíritos

a) Apresentação do livro

b) Estudo de temas selecionados

Bibliografia: 1

57. Os planos e envoltórios espirituais

a) A constituição da matéria

b) A matéria etérica — duplo etérico

c) A matéria astral — perispírito

d) A matéria mental — outros envoltórios

Bibliografia: 1, 20, 27, 49, 55

58. A sobrevivência do espírito

a) A alma e o desencarne

b) Separação da alma do corpo

c) Estudos da consciência

d) Os selvagens — as crianças

Bibliografia: 1, 28, 51

59. A vida no plano espiritual

a) As diversas esferas espirituais

b) A família espiritual

c) Recordações das existências anteriores

Bibliografia: 1, 28, 51

60. Aspectos básicos da vida espiritual

a) Alimentação, comunicação, transporte, etc.

b) Ocupação nas diversas esferas

c) Raças e nacionalismo

d) O Céu e o Inferno

Bibliografia: 4, 11, 20, 51, 66

61. Nos planos superiores

a) As colônias e as cidades

b) Organização e funcionamento

Bibliografia: 11, 51, 62, 66

62. Nos planos inferiores

a) O umbral, vales e charcos

b) As cidades — as atividades

c) Organização dos planos inferiores

Bibliografia: 14, 17, 51

63. O Céu e o Inferno

a) Apresentação do livro

b) Estudos de temas relacionados

Bibliografia: 4

64. Revisão 9

65. A Reencarnação

a) Reencarnação e evolução

b) Escolha de provas

c) Esquecimento do passado

d) Espíritos missionários

Bibliografia: 1, 13, 20

66. A volta do espírito à vida corporal

a) Restringimento do corpo espiritual

b) Ligação com o corpo — mãe

c) Hereditariedade — ação sobre o espírito

d) Infância, juventude e maturidade

Bibliografia: 1, 49, 51

67. A Gênese

a) Apresentação do livro

b) Estudo de temas relacionados

Bibliografia: 5

68. Revisão 10

69. A comunicação entre os dois mundos

a) Viagem astral — sono e sonhos

b) O espírito na crosta

c) O que são os médiuns

d) Comunicação pelo pensamento

e) Preces intercessórias

f) Formas de pensamento

Bibliografia: 1, 12, 44

70. Mediunidade

a) Classificação da mediunidade

b) Descrição das mediunidades

c) Mediunidade e ciência espírita

Bibliografia: 2, 18, 44, 58

71. Interferência dos espíritos no mundo material

a) Influência sobre pensamentos e atos

b) Afeição e ódio — anjos da guarda e obsessores

c) Ação dos espíritos na Natureza — Elementais

Bibliografia: 1, 51, 73

72. Processos de obsessão e cura

a) Tipos de envolvimentos espirituais

b) Vampirismo e possessão

c) Feitiçarias, trabalhos inferiores

d) Processos de cura — passes e radiações

Bibliografia: 12, 17, 51, 57

73. O Livro dos Médiuns

a) Apresentação do livro

b) Estudo de temas relacionados

Bibliografia: 2

74. Revisão 11

75. Lei de Ação e Reação

a) Definição da diferença entre provas e expiações

b) Atuação nos diversos planos

c) Mecanismos de atuação

d) Coeficientes energéticos

e) Misericórdia divina

Bibliografia: 1, 23, 35, 59

76. Ação e Reação e o corpo físico

a) Doenças de nascença — excepcionais

b) Psicossoma

c) Obsessão e vampirismo

d) Suicídio e loucura

Bibliografia: 3, 30, 32, 53, 61

77. Ação e Reação e a família

a) Parentesco — lei de afinidade

b) Homicídio e aborto

c) Inimigos — simpatia e antipatia

Bibliografia: 3, 30, 32, 34, 51

78. Ação e Reação e a sociedade

a) Carma individual e coletivo

b) Riqueza e pobreza

c) Guerras e catástrofes

Bibliografia: 3, 33,50,55, 59, 60

79. O Evangelho segundo o Espiritismo

a) Apresentação do livro

b) Estudo de temas relacionados

Bibliografia: 3

80. Revisão 12

81. Conceitos modernos de uma Casa Espírita

a) Centro aberto — assistência espiritual e cursos

b) Espiritismo de vivos para vivos

c) Ênfase na formação íntima

d) Dinâmica de assistido a aluno, de aluno a trabalhador

Bibliografia: 47

82. Fundação e administração legal de um Centro Espírita

a) Aspectos legais para fundação de um Centro Espírita

b) Diretoria e administração

c) O Grupo Integrado

Bibliografia: 43

83. Trabalhos — Assistência Espiritual

a) Samaritanos

b) Como se organiza

c) Funcionamento

Bibliografia: 43, 45

84. Trabalhos — Grupos Mediúnicos

a) Qual o objetivo

b) Como se organiza

c) Funcionamento

Bibliografia: 43, 44, 46

85. Trabalhos — Escolas (Evangelização Infantil, Mocidade Espírita, Curso Básico, Escola de Aprendizes do Evangelho, Curso de Médiuns)

a) Qual o objetivo

b) Como se organiza

c) Funcionamento

Bibliografia: 43

86. Trabalhos — Assistência Social

a) Qual o objetivo

b) Como se organiza

c) Funcionamento

Bibliografia: 43

87. Métodos de trabalho 1

a) Disciplina

b) Preparação

c) Vibrações, fraternidades

Bibliografia: 43

88. Métodos de trabalho 2

a) Passes e Radiações

b) Cromoterapia

c) Grupos de desobsessão

Bibliografia: 43

89. Revisão 13

90. Religião e religiões

a) Conceito de religião

b) Religião — ciência e filosofia

c) Religiões primitivas — cultos e ritos

d) Totemismo, animismo e mitologia

Bibliografia: 47

91. Religiões, influência dos capelinos

a) Religião no Egito: Hermetismo

b) Religião na Índia: Vedismo, Bramanismo e Budismo

c) Religião na China: Confucionismo e Taoismo

d) Religião na Pérsia: Zoroastrismo

Bibliografia: 40, 9, 10

92. A Primeira Revelação

a) Monoteísmo hebraico

b) As três grandes revelações e seu caráter universal

c) O Judaísmo

d) O Cristianismo

Bibliografia: 28, 40,70

93. A Segunda Revelação

a) O Cristianismo primitivo

b) As deturpações e o Catolicismo

c) O Catolicismo e a Igreja Ortodoxa

d) O Islamismo

Bibliografia: 25, 40, 56

94. O Catolicismo e a Reforma Protestante

a) As Cruzadas e a Inquisição

b) Missão de Francisco de Assis

c) A reforma Luterana — O Protestantismo

d) A reforma Calvinista

Bibliografia: 25, 56, 63

95. A Terceira Revelação

a) Momento histórico do surgimento

b) Revivescência do Cristianismo

c) Ciência, filosofia e religião

Bibliografia: 41, 56

96. Revisão 14

97. O Codificador

a) O Espírito Verdade

b) Allan Kardec — biografia

c) Allan Kardec — obra

Bibliografia: 3, 6, 41, 76

98. Colaboradores de Kardec

a) O apoio científico

b) O apoio filosófico

Bibliografia: 41

99. O Brasil e o Espiritismo

a) A missão de fraternidade do Brasil

b) Os conceitos espíritas derrubando fronteiras

c) A consolidação do caráter religioso

Bibliografia: 37, 54

100. O Espiritismo no Brasil

a) Os homeopatas e o Espiritismo

b) Primeiros núcleos

c) As divergências

d) Dr. Bezerra de Menezes

Bibliografia: 76

101. Espíritas brasileiros 1

a) Ismael

b) Emmanuel, André Luiz

c) Humberto de Campos, Meimei, Maria Dolores

d) Ramatis, Miramez

e) Luiz Sérgio, Lúcius

Bibliografia: 78

102. Espíritas brasileiros 2

a) Dr. Bezerra de Menezes, Cairbar Schutel

b) Anália Franco, Jésus Gonçalves

c) Chico Xavier, Edgard Armond

Bibliografia:78

103. Revisão 15

104. Estagnação do movimento espírita

a) Roustaing x Kardecismo e controvérsias doutrinárias

b) Supervalorização e abuso de cargos e posições

c) Estagnação de trabalho

105. Defeitos e vícios dos trabalhadores na seara espírita

a) Idolatria

b) Perfeccionismo

c) Automatismo nos trabalhos

d) Orgulho, vaidade e melindres

106. O Espiritismo hoje

a) Nos albores do 3º milênio

b) As dores da transição

c) As sementes de uma nova era

Bibliografia:

1) O Livro dos Espíritos — Allan Kardec

2) O Livro dos Médiuns — Allan Kardec

3) O Evangelho segundo o Espiritismo — Allan Kardec

4) O Céu e o Inferno — Allan Kardec

5) A Gênese — Allan Kardec

6) Obras Póstumas — Allan Kardec

7) O Principiante Espírita — Allan Kardec

8) O que é o Espiritismo — Allan Kardec

9) Na Cortina do Tempo — Edgard Armond

10) Almas Afins — Edgard Armond

11) Nosso Lar — André Luiz

12) Os Mensageiros — André Luiz

13) Missionários da Luz — André Luiz

14) Obreiros da Vida Eterna — André Luiz

15) No Mundo Maior — André Luiz

16) Entre o Céu e a Terra — André Luiz

17) Libertação — André Luiz

18) Nos Domínios da Mediunidade — André Luiz

19) E a Vida Continua — André Luiz

20) Evolução em Dois Mundos — André Luiz

21) Mecanismos da Mediunidade — André Luiz

22) Cidades no Além — André Luiz

23) Ação e Reação — André Luiz

24) Sinal Verde — André Luiz

25) A Caminho da Luz — Emmanuel

26) Roteiro — Emmanuel

27) Emmanuel — Emmanuel

28) O Consolador — Emmanuel

29) Paulo e Estêvão — Emmanuel

30) Leis do Amor — Emmanuel

31) Alvorada Cristã — Neio Lúcio

32) Contos e Apólogos — Irmão X

33) Cartas e Crônicas — Irmão X

34) Pontos e Contos — Irmão X

35) Aulas da Vida — Irmão X

36) Idéias e Ilustrações — Irmão X

37) Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho — Humberto

de Campos

38) A Vida Escreve — Hilário Silva

39) Almas em Desfile — Hilário Silva

40) Religiões e Filosofias — Edgard Armond

41) Entendendo o Espiritismo — Autores diversos

42) Os Exilados da Capela — Edgard Armond

43) Vivência do Espiritismo Religioso — Edgard Armond

44) Mediunidade — Edgard Armond

45) Passes e Radiações — Edgard Armond

46) Trabalhos Práticos, in Prática Mediúnica — Edgard Armond

47) Curso de Dirigentes de Mocidade — CAM

48) Psiquismo — Edgard Armond

49) O Livre-arbítrio — Edgard Armond

50) Mensagens do Astral — Ramatis

51) A Vida Além da Sepultura — Ramatis

52) O Evangelho à Luz do Cosmo — Ramatis

53) Fisiologia da Alma — Ramatis

54) Brasil, Terra de Promissão — Ramatis

55) Elucidações do Além — Ramatis

56) Missão do Espiritismo — Ramatis

57) Magia de Redenção — Ramatis

58) Mediunismo — Ramatis

59) Semeando e Colhendo — Ramatis

60) A Vida Humana e o Espírito Imortal — Ramatis

61) A Sobrevivência do Espírito — Ramatis

62) Além do Ódio — Miramez — Sinhozinho Cardoso

63) Francisco de Assis — Miramez

64) O Mundo que eu Encontrei — Luiz Sérgio

65) O Mundo em que eu Vivo — Silveira Sampaio

66) A Vida numa Colônia Espiritual — Antônio F. Rodrigues

67) História do Espiritismo — Arthur Conan Doyle

68) Grandes Vultos do Espiritismo — FEESP

69) Alvorada Cristã — Neio Lúcio

70) Espiritismo e Evolução — Rino Curti

71) O Homem Visível e Invisível — C. W. Leadbeater

72) Os Chacras — C. W. Leadbeater

73) Os Espíritos na Nossa Vida Diária — Roque Jacinto

74) Somente Amor — Maria Dolores

75) O Sermão do Monte — Rodolfo Caligaris

76) Brasil Mais Além — Duílio Lena Berne

77) Personagens do Espiritismo

78) Grandes Espíritas do Brasil — Zêus Wantuil

79) História da Vida — Hilário Silva e Valérium

80) O Redentor — Edgard Armond

81) Caminho, Verdade e Vida — Emmanuel

82) Introdução ao CVV Samaritanos

83) Na Esperança de Uma Nova Vida — Luiz Sérgio

84) Identidade, Juventude e Crises — Erick H. Erickson

85) Caminhos de Libertação — Valentim Lorenzetti

Sugestões para o 3º CICLO

1. Série COMUNICAÇÕES CULTURAIS: são aulas teóricas e práticas sobre os temas:

· Jornalismo

· Radiofonia

· Teatro Espírita

· Recursos audiovisuais

2. Estudo das Obras Básicas da Codificação:

· O Livro dos Espíritos (16 aulas)

· O Livro dos Médiuns (4 aulas)

· A Gênese (3 aulas)

· O Céu e o Inferno (3 aulas)

· O Evangelho segundo o Espiritismo (4 aulas)

· Obras Póstumas (2 aulas)

3. Estudo da vida e obra dos colaboradores de Kardec e grandes vultos espíritas:

· Léon Denis (1 aula)

· Gabriel Delanne (1 aula)

· Ernesto Bozzano e Camille Flammarion (1 aula)

· William Crookes (1 aula)

· Jésus Gonçalves (1 aula)

· Eurípedes Barsanulfo (1 aula)

· Cairbar Schutel (1 aula)

O Programa de Atividades subdivide-se basicamente em duas partes:

a) Atividades programadas

b) Trabalhos para a turma

As finalidades de cada parte se distinguem pelo seguinte:

Atividades Programadas

Têm o objetivo de integrar o jovem ao Centro Espírita e, ao mesmo tempo, complementar e ilustrar assuntos vistos em aulas, bem como treiná-lo para tarefas específicas.

O Programa de Atividades é o seguinte:

Aula Atividade

13 Visita a uma obra assistencial

18 Visita a Assistência Espiritual da Casa Espírita

23 Visita a uma obra assistencial

30 Visita a uma obra assistencial

36 Visita à Evangelização Infantil da Casa Espírita

39 Visita ou palestra sobre o funcionamento do CVV

(Centro de Valorização da Vida)

45 Visita a uma obra assistencial

51 Início do incentivo ao trabalho na Casa Espírita

53 Visita a uma Escola de Aprendizes do Evangelho

56 Início do Curso de Passes

58 Início das visitas a outras religiões

70 Visita ao Curso de Médiuns

71 Visita aos trabalhos mediúnicos da Casa Espírita

Estas atividades são extra-aula, e deverão ser desenvolvidas, de preferência, na semana em que se realizar a aula correspondente. Se não for possível realizá-las nesse período, a atividade poderá ser adiada, mas nunca adiantada, ou antecipada.

Não esquecer dos ENCONTROS REGIONAIS, ENCONTRO GERAL e ENCONTRO DE ARTES*. Lembremos a importância das visitas de CONFRATERNIZAÇÃO, que deverão ser realizadas no mínimo uma vez por semestre.

O Caderno de Temas

O Caderno de Temas tem por finalidade promover a reflexão dos alunos em relação aos temas propostos e seu enfoque íntimo, ou seja, uma revisão de conduta e sentimentos.

O Caderno de Temas não é um exercício de redação ou prova de cultura, mas sim um instrumento do jovem para reflexão sobre conduta pessoal.

A implantação do Caderno de Temas deverá ocorrer na aula 9 (nove).

Os temas são livres, recomendando-se, porém, adotar-se a relação que segue adiante, intitulada 'Sugestão de Temas para a Mocidade Espírita'. A proposição de novos temas deve se dar a cada duas ou três aulas. Sugere-se recolher o caderno a cada três meses, para acompanhamento e incentivo.

Durante o segundo ano (2º ciclo do programa) os temas abaixo podem ser inseridos, com o objetivo de incentivar os jovens a escrever sobre si mesmos, num processo de auto-análise. E a partir destes temas, os alunos podem ser incentivados a valorizar o seu Caderno de Temas abordando as suas análises:

· Como me vejo quanto à virtude da Paciência

· Como me vejo quanto à virtude da Disciplina

· Como me vejo quanto à virtude da Humildade

· Como me vejo quanto à virtude da Caridade

SUGESTÃO DOS TEMAS PARA A MOCIDADE ESPÍRITA

1) Um sorriso cabe em qualquer lugar.

2) O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar no clima de gratidão.

3) O exemplo é a força mais contagiosa do mundo.

4) Ninguém cresce sozinho.

5) Ajudemos conversando; uma boa palavra auxilia sempre.

6) Agora é o melhor momento para fazermos o bem.

7) O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos.

8) Ensinar não é ferir; é orientar o próximo amorosamente para o reino

da compreensão e da paz.

9) Quando criticamos temos obrigação de fazer melhor do que aquele a

quem criticamos.

10) Nosso trato pessoal com os outros esclarece até que ponto temos

progredido.

11) O próximo é nossa ponte de ligação com Deus.

12) Religião em nossas vidas é sentimento, conhecimento e vivência.

13) Nossos gestos na luta comum falam de nosso clima interior.

14) Nossa simplicidade solucionará problemas para muita gente.

15) Aprenda a ver filmes, teatro, TV, ouvir rádio e ler revistas e jornais

com olhos e mente críticos. Eles oferecem subsídios para você pensar,

mas não deixe que eles pensem por você.

16) Cultive o hábito da oração. A prece é luz de defesa da alma e do

corpo.

17) Desafetos costumam surgir; contudo, cada coração verdadeiramente

amigo vale mais que a multidão dos adversários.

18) Será justo suplicar o socorro de Deus nas horas de aflição e construir

a existência como se Deus não existisse?

19) Valorizando-se o tempo, intensifica-se a vida.

20) Ajudemos sem exigências para que os outros nos auxiliem sem

reclamações.

21) A felicidade não está no que sonhamos, mas sim no que fazemos e,

sobretudo, na maneira como fazemos.

22) Quem não aprende a perguntar na juventude corre o risco de se

tornar um adulto sem respostas.

23) Lidar com a pessoa humana não é tarefa fácil. Exige, além de muito

amor, sabedoria e paciência.

24) Nas lutas habituais, não exija a educação do companheiro: demonstre

a sua.

25) Em tudo o que existe atuam forças de perfeição.

26) Ser importante é bom, mas ser bom é mais importante.

27) É preferível morrer na estrada de um ideal muito alto, a não partir, ou

tomar um caminho de um ideal pequeno e falso.

28) Há caminhos com mil léguas de distância, mas todos eles começam

com um passo.

29) O quanto temos de ritualismo e culto exterior em nossas vidas?

30) O aperfeiçoamento é uma incessante renovação de ideais.

31) A vida é mudança. O dia de amanhã será diferente e marcará a vitória,

se a diferença for para melhor.

32) Independência moral é o esteio da dignidade.

33) A simpatia é a bondade em ação.

34) A vontade se prova na ação.

Trabalhos para a Turma

Os jovens são profundamente propensos à vida em grupo. Isso facilita a reunião de um grupo de jovens para criar-se uma Mocidade, porém devemos saber que, ao lado do ensino doutrinário que o jovem recebe na Mocidade, ele busca, mais necessária e intensamente, um grupo de amigos, como Jesus buscou, onde possa sentir-se bem e encontrar pessoas interessadas nele, com as quais possa compartilhar esses novos ideais que lhe estão propostos através do estudo.

Esta é uma das principais razões pelas quais se coloca a proposição de trabalho à turma; outra razão constitui-se em oferecer oportunidade ao jovem de experimentar as suas potencialidades e seus novos conhecimentos, em caráter grupal e individual, num trabalho fundamentado em ideais superiores, e principalmente num clima de solidariedade e disciplina. E esse trabalho, desde que seja planejado com bomsenso, para não ultrapassar a capacidade e condições da turma e dos jovens, deverá ser fator preponderante para a consolidação do grupo de Mocidade.

Por exemplo, a Evangelização Infantil é o trabalho em que geralmente os jovens se afinizam mais; por isso a Mocidade, com a devida preparação, poderá colaborar, ou mesmo responsabilizar-se por esse trabalho, ocorrendo duas situações:

· No Centro, na Escola de Moral Cristã, ou integrando-se às Caravanas de Evangelização e Auxílio, encarregando-se do setor de Evangelização Infantil.

· Nas instituições, ligadas ou não ao Centro Espírita, que se dedicam ao amparo à criança, orfanatos, creches, etc.

Ainda como outras sugestões nós podemos lembrar da Campanha Auta de Souza, distribuição de mensagens, mural, jornal, livraria, biblioteca das Casas Espíritas.

MENSAGENS E INSTRUÇÕES

APRESENTAÇÃO

Edgard Armond

É bastante evidente, dispensando comentários, a crise generalizada que infelicita a sociedade humana por efeito da desagregação familiar, insegurança e temores coletivos, alastramento do materialismo científico, crescente irreligiosidade e outros menos importantes, prenunciando dias sombrios neste final de século, aliás já sobejamente profetizados.

A faixa etária formada pelos homens maduros e mais idosos dá a devida classificação negativa a esses fenômenos, por possuírem elementos de comparação com irregularidades anteriores superáveis; mas o mesmo não sucede com a juventude, ameaçada por um futuro inseguro e impiedoso e que, não possuindo a mesma experiência, ainda ajuda a precipitar esse movimento desagregador, despercebida das terríveis conseqüências que projetará nos caminhos da evolução coletiva.

Por tudo isso, julgamos muito oportuno, adequado e valioso este trabalho do confrade Jacques André Conchon, oferta sadia de um jovem já espiritualmente adulto, que galgou postos elevados e de responsabilidade na direção da Aliança Espírita Evangélica e no Centro de Valorização da Vida.

Este trabalho é uma colaboração desinteressada e generosa para a conscientização e o encaminhamento das Mocidades Espíritas, mas, sobretudo, por lhes oferecer um ideal de preparação e de vivência, uma motivação elevada e nobre para entrarem, de forma direta e franca, na batalha da espiritualização da humanidade pela evangelização cristã, que as Escolas de Aprendizes do Evangelho superiormente realizam através da reforma íntima individual.

Que a difusão deste trabalho alcance o escopo visado de preparação de trabalhadores selecionados para o serviço do Divino Mestre na Terra, são os nossos votos.

 

São Paulo, 14/5/1975

MOCIDADES ESPÍRITAS

Jacques André Conchon

Interpelado por alguns jovens a respeito do funcionamento das Mocidades Espíritas, sentimo-nos à vontade para, em rápidas pinceladas, dizermos francamente o que pensamos do assunto, objetivando sempre levar aos amigos uma contribuição para solver um problema ao nosso entender realmente grave.

Primeira Parte

I — Como funcionam as ME’s

I.1 — Juridicamente

Via de regra, as ME’s são departamentos, isto é, são departamentos de um Centro Espírita. Entretanto, não raro deparamos com as chamadas Mocidades Autônomas que, como o próprio nome esclarece, não guardam vínculo com outras instituições.

O amigo leitor poderá estranhar a existência das ME’s autônomas; contudo, devemos considerar os motivos que originaram a não vinculação. Freqüentemente os jovens se desgostam e se afastam dos Centros por ausência de compreensão dos Dirigentes adultos que, não sabendo entender a potencialidade dos moços, refreiam, numa atitude lamentável, o afã sempre renovador e dinâmico que inevitavelmente surge no seio da juventude.

I.2 — Faixa Etária

No tocante às idades, não existe uma norma, uma faixa limitadora da nossa passagem pela ME. É comum encontrarmos dentro das Mocidades confrades com quarenta, cinqüenta e até setenta primaveras. Note o prezado leitor que não pretendemos de forma alguma menosprezar as pessoas idosas. O que realmente não conseguimos compreender é a presença dos adultos no movimento jovem.

Certa feita, disse-nos um eloqüente e conhecido orador espírita em defesa própria (pois, já quarentão, ocupava um cargo na Diretoria da Mocidade): 'O que importa é a juventude do Espírito e não do corpo', ao que todos os presentes responderam com ruidosas palmas.

Ora, partindo do princípio acima enunciado pelo orador, perguntaríamos, então, qual o objetivo da Mocidade Espírita? O que vem a diferenciá-la de um Centro? Aí está, como diz o povo, uma boa pergunta. Bem, chegaremos lá.

I.3 — Atividades das ME’s

Dentre as inúmeras atividades desenvolvidas pelos jovens espíritas encontramos duas que muito se destacam: o estudo doutrinário e a recreação. Cabe-nos, desde já, explicitar que, na grande maioria dos casos observados, há mais recreação do que estudo. Infelizmente!

Os estudos conduzidos na ME sempre pecaram pela improvisação. 'Neste ano', dizia-nos um simpático rapaz ruivo, 'estamos estudando O Livro dos Médiuns'. Ora, muito bem, e no ano que vem, o que farão? Ele não sabia.

Geralmente as turmas de estudos são pequenas (oito ou dez alunos) e dificilmente chegam ao fim do programa.

Não poderíamos deixar passar em branco aquelas mocidades onde, além do estudo, existe também o trabalho — estas são poucas, e o aspecto exterior de intensa labuta não resiste a uma análise minuciosa, pois trabalhar mesmo só dois ou três abnegados; os demais, vamos encontrá-los entretidos nas declamações, momentos musicais ou no estudo improvisado, sem método e rumo.

I.4 — Objetivos das ME’s

Finalmente, vamos falar sobre os objetivos das Mocidades Espíritas.

Confessamos que, apesar de uma longa experiência em ME, desconhecíamos a princípio quais seriam, de fato, os seus objetivos. Então saímos por aí, interpelando jovens integrados no movimento, da seguinte maneira: 'O que faz você na ME?' ou 'Por que você freqüenta a ME?'.

Por incrível que possa parecer, a grande maioria apresentava respostas pouco consistentes, tais como: 'Freqüento porque sou espírita' ou 'Porque gosto'.

Deduzimos, com grande tristeza que, na quase totalidade, os jovens freqüentadores das ME’s desconhecem por completo as finalidades precípuas de um movimento tão expressivo e de tanta importância nos tempos modernos.

A falta de objetividade acarreta o que, ao nosso entender, é muito mais grave: a falta de um ideal definido. Sem ideal, o jovem caminha aos círculos, entedia-se e, como sempre ocorre, acaba por debandar.

Antes de passarmos aos itens seqüentes, faremos um intervalo para comentarmos uma classe de jovens, aliás muito numerosa, sempre em proliferação. Referimo-nos àqueles que visam projeção pessoal. É o caso freqüente do rapaz ou da moça que, com grande esforço, consegue tirar uns acordes de um violão meio desafinado, que lá fora não tem ouvinte mas, nas festividades do Centro, encontram a esperada oportunidade, abusando da paciência e tolerância que a platéia espírita tem sempre demonstrado.

Por outro lado, analisando a questão pelo prisma construtivo, focalizamos um fato real: certos rapazes, os quais, aliás, são muito estimados, decidiram construir uma creche. Louvável atitude; contudo, segundo compreendemos, não está certo, uma vez ser a construção de creche, ou qualquer outra instituição de assistência, da alçada exclusiva do Centro e não da ME.

Enfim, o amigo leitor já tirou as suas conclusões... o jovem, entra ano e sai ano, continua a caminhar em círculos, afastado de suas próprias necessidades e possibilidades evolutivas.

Segunda Parte

II. — Conseqüências

II.1 — Primeira conseqüência: a evasão

Analisando as graves conseqüências da pouca objetividade do movimento juvenil, situamos em primeiro lugar a evasão.

Sem o ideal, o moço desgarra do ambiente das ME’s arrastado por motivos os mais injustificáveis, alguns dos quais de evidente futilidade. Inúmeros são aqueles que abandonam a Mocidade porque ingressam num curso superior; perdemos a conta quando tentamos classificar os que se casam e somem; em vão procuraríamos lembrar os irmãos que, ao depararem com convites para exercerem funções em clubes, grêmios estudantis, etc., não hesitam na aceitação em detrimento dos cargos que vinham ocupando nas lides doutrinárias, o que prova que não se conscientizaram para essas significantes tarefas.

A evasão é um fato incontéstável: poucos são aqueles que, tendo iniciado na ME, chegam a integrar-se ao Centro. Estabelece-se, portanto, uma situação muito delicada que poderemos estudar em múltiplas decorrências. Vejamos:

a) a ausência do jovem nas Instituições Espíritas resulta na carência de renovação, levando os dirigentes a uma natural tendência acomodativa e instala-se, enfim, o desestímulo às inovações;

b) é justamente por falta do sangue novo que vamos identificar corriqueiramente a descontinuidade em muitos trabalhos das Casas Espíritas:

c) por último, focalizamos a estagnação, como a decorrência mais danosa da evasão, tão perniciosa que merecerá um item à parte, como segue.

II.2 — Segunda conseqüência: a estagnação

Como dizíamos há pouco, sem a participação da juventude o meio espírita sofrerá uma estagnação, que aliás já se reflete em formas as mais variadas. A perpetuação das práticas extemporâneas, tais como: a assistência social medida a quilo; passes aplicados por qualquer um e de qualquer maneira; desenvolvimento de mediunidade na mesa, etc., sintomas típicos do parco desenvolvimento que as práticas doutrinárias vêm sofrendo e cujas razões justamente se devem, e em grande parte, ao Espiritismo sem sangue novo.

Ainda poderíamos apontar outros graves problemas: a reforma íntima relegada a um plano secundário, os dirigentes hereditários e assim por diante, mas ficaremos por aqui, convencidos de que existe a premente necessidade de renovação — mas uma renovação integral. Ora, de onde deverá partir tal movimento renovador? Da juventude, é inegável: quando bem orientada e fiel a princípios fundamentais de compreensão e de vivência espiritual, passa a mocidade a cumprir o seu papel de pioneira predestinada das grandes transformações.

II.3 — Terceira conseqüência: o choque de gerações

Sem uma situação definida nas Casas Espíritas, freqüentemente duas forças poderosas se defrontam ameaçadoras: de um lado, o moço armado de um extraordinário ideal realizador e, de outro, o adulto munido de sua temperança, de uma prudência escudada em longos anos de experiência.

Quando as duas alas encontram uma solução cooperativa e harmônica, o resultado é brilhante: teremos uma prudência impulsionada e ao mesmo tempo os ânimos tempestivos refreados pela ponderação. Um conjugado de inestimável poder realizador.

Para o nosso profundo pesar, pelo que temos visto, não é o que acontece. Via de regra, quando as duas partes se encontram, saltam faíscas: a mocidade espírita é encarada como um grupo leviano e os adultos como indivíduos 'quadrados'.

II.4 — Conseqüências diversas

Sem pretendermos tomar tempo demasiado do amigo leitor, vamos nos referir ainda ao ensejo que a ME desorientada e sem ideal oferece àqueles jovens que buscam projeção individual levando, com grande alarde, para o seio das mocidades, filosofias 'de esquerda', maculando os princípios básicos da vivência evangélica, objetivo maior de qualquer espírita esclarecido.

III — COMO DEVE FUNCIONAR A MOCIDADE

III.1 — Introdução

Após termos exposto os graves problemas que ameaçam não somente as ME’s mas também o desenvolvimento da Doutrina Espírita, no seu aspecto verdadeiro de Cristianismo Redivivo, passemos a enumerar alguns itens, no nosso entender de grande importância, no que se refere ao funcionamento de uma Mocidade Espírita.

III.2 — Juridicamente

As ME’s devem ser um departamento semi-autônomo do Centro Espírita, onde o jovem encontrará as oportunidades para praticar os ensinamentos que recebe, na forma de visitas e, futuramente, quando adulto, na cooperação construtiva como membro efetivo de um trabalho de grande responsabilidade. Não podendo conceber as Mocidades chamadas autônomas, incluímos no programa medidas que visam a integração ME/Centro, num prazo breve, para maior rendimento de ambas as instituições e da Doutrina, em conseqüência.

III.3 — Faixa etária

No tocante às idades, sugerimos que sejam jovens admitidos nas Mocidades com 15 anos (idade em que saem da escola de Moral Cristã) e saiam entre 22 e 25 anos, prontos e conscientizados para exercerem qualquer tipo de atividade no Centro.

III.4 — Finalidades da ME

Agora já temos elementos para definir as ME como sendo núcleos cristãos de formação e aperfeiçoamento de jovens com o fim de prepará-los para futuramente dirigirem instituições ou trabalhos espíritas, trabalhos de curas, escolas de aprendizes, etc.

Bem, agora que enxergamos a finalidade maior, tão nobre, aliás, das ME’s, concluímos que dessa forma jamais faltará motivação, e nunca o jovem viverá na Mocidade despido de ideal. Mas, ponderamos, como seriam as atividades da Juventude para que o objetivo acima seja alcançado com êxito?

É o que veremos a seguir, procurando responder a essa pergunta sobre a qual somos inúmeras vezes interpelados.

III.5 — Sugestão de programa

Quatro aspectos seriam alvo de uma ênfase especial, sempre que nos referimos às mocidades:

1º — Estudos Doutrinários Teóricos e Práticos

2º — Estudo das principais obras doutrinárias

3º — Estudo doutrinário e profundo sobre os problemas da vida, sob o prisma espírita

4º — Conhecimentos gerais e administrativos

Passemos agora a discorrer sobre os itens acima apontados:

III.6 — O estudo doutrinário

O jovem recém-saído das Escolas de Moral Cristã adentraria à mocidade, onde seria encaminhado segundo o programa acima, concluindo-o aos 18 ou 19 anos, portanto com idade suficiente para matricular-se na Escola de Aprendizes do Evangelho, que funciona no Centro. Sobre o estudo das principais obras doutrinárias e o estudo doutrinário profundo, o programa que apresentamos na Aliança fala por si.

III.7 — Sobre os conhecimentos gerais

Queremos entender que o jovem que se prepara para uma tarefa grandiosa no Centro deverá ter noções básicas de Administração, Contabilidade e Aspectos Jurídicos. É claro! Pois no futuro deverá, na condição de um diretor do Centro, analisar um balanço, estudar uma emenda estatutária, etc.

Noções elementares de Serviço Social são também indispensáveis, assim como esclarecimentos sobre pedagogia e comunicações culturais. As informações sobre Campanhas (Auta de Souza, Evangelho no Lar) nunca poderão faltar.

E por que não ensinarmos aos rapazes noções rudimentares sobre pequenas construções?

Concluindo a formação do jovem, teríamos ainda especializações de acordo com a tendência do grupo; por exemplo, o problema do excepcional, o do doente mental, etc., conforme o interesse e de acordo com as disponibilidades do Centro.

Terminada a sua preparação, se o jovem já tiver alcançado os 22 anos, despedir-se-á da ME e ingressará ativamente no Centro, com extraordinário lastro de experiência adquirido no ensino teórico e prático, nos estágios inúmeros que realizou na própria Casa Espírita.

A idade limite seria 25 anos, ocasião em que, concluída ou não a sua formação, o indivíduo seria encaminhado para o Centro, em busca de novas atribuições. Observem que no Centro ele sempre encontrará a oportunidade de matricular-se na Escola de Aprendizes ou no Curso de Médiuns e paralelamente dar o seu testemunho, como expositor de matéria ou Dirigente de trabalhos os mais variados e úteis.

IV — CONCLUSÃO

Pelo já exposto, concluímos que após a sua passagem pela Mocidade, o jovem se apresentaria reformado moralmente e com todas as condições intelectuais e técnicas para presidir, se for o caso, um Centro Espírita ou outra Instituição Social qualquer.

Conhecendo o seu ponto de chegada, isto é, o objetivo colimado, não faltará ao jovem a motivação suficiente para evitar a assustadora evasão atualmente observável, existirá um formidável estímulo pelo estudo e pela vivência da doutrina. Surgirá um ideal livre de máculas e os jovens terão, assim, se encontrado após longos anos de indagações.

Esta é a contribuição de quem igualmente viveu o problema das Mocidades e como você, meu jovem, caminhou em círculos e quando já adulto se viu cercado de pesadas responsabilidades e muito 'apanhou', numa série de ensaios, tentativas-erros para aprender e não desejaríamos que esse anacrônico sistema de aprendizagem ainda valesse também para você.

ESPIRITISMO, INSTRUMENTO DE LIBERTAÇÃO

AOS JOVENS

Caminhos de Libertação, Capítulo 62, Editora Aliança

Valentim Lorenzetti

Já ouvimos muita gente dizer que a prática religiosa é coisa para pessoas idosas. Esta, talvez, seja uma afirmação de quem ainda tem da religião uma noção relacionada com ritual, dogmatismo, ou coisa parecida com estagnação.

Na realidade, religião não é nada disso: como ato de religar a criatura ao Criador, ela é totalmente dinâmica. Religião é busca incessante, progresso permanente, evolução constante, aperfeiçoamento sem limites rumo ao infinito.

Não se pode admitir religião estática ou limitante das potencialidades criadoras do ser humano. Pelo contrário, a religião deve despertar em todo indivíduo a centelha divina que há no íntimo de cada um de nós, a ponto de transformá-la em facho permanente de luz. É interior, de dentro para fora.

Não podemos iluminar uma criatura de fora para dentro. Deve projetar-se em favor de seu próximo, pois também não se entende iluminação espiritual sem fraternidade, sem colaborar para o progresso de nosso semelhante.

O Espiritismo, como religião, como Cristianismo redivivo, fornece ao homem o 'combustível' para essa iluminação interior, para o conhecimento de si mesmo. A Doutrina Espírita não se preocupa em dirigir o indivíduo, em dizer-lhe o que deve fazer hoje e amanhã, mas, tão somente, em lhe indicar 'Caminhos de Libertação'.

É, portanto, uma religião que vem perfeitamente ao encontro das aspirações dos jovens, e, também, dos velhos, já que o espírito é imortal: envelhece e perece apenas o corpo físico.

Dizemos que atende às aspirações dos jovens porque estes particularmente estão em busca de liberdade e com muita freqüência caem escravizados sob algozes diversos, porque interpretaram mal o sentido da liberdade.

A liberdade não é 'fazer tudo aquilo que a gente quer': é fazer tudo aquilo que realmente nos liberta interiormente.

Se fizermos tudo aquilo que queremos, normalmente nos estaremos escravizando a uma série de mitos: os mitos que representam aquilo que queremos fazer.

Entre esses mitos podemos incluir: o mito da independência precoce com relação à família, o mito da liberdade sem responsabilidade (desregramentos generalizados), o mito da alienação ('não vale a pena colaborar para a sociedade que aí está'), o mito do engajamento em ideologia que prega a violência.

Como mitos que são, não libertam ninguém, nem preparam ninguém para amanhã ser pregoeiro da liberdade. Como mitos que são, de aspectos exteriores, são todos escravizantes. Não atingem o espírito; não são revolucionários; são essencialmente reacionários. São paralisantes das faculdades espirituais, tóxicos, anestesiantes, rotulados de libertadores do homem.

Busque o jovem o Espiritismo como instrumento de libertação interior e meio que lhe faculte condições para promoção da sociedade, e estará encontrando-se a si próprio.

Liberdade que esclarece e dá ao homem condições de andar sozinho e de dar a mão ao seu semelhante infeliz, procurando iluminá-lo também para que amanhã o necessitado de hoje seja, também ele, aquele que ajuda o próximo.

Aliança Espirita Evangélica