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FDJ — FUNDAMENTOS

1 O que é a FDJ, Fraternidade dos Discípulos de Jesus?

R — Pedimos licença para iniciar a resposta exemplificando com a nossa vivência particular:

Quando visitamos os Grupos da Aliança pelo Brasil afora, surpreendemo-nos, muitas vezes, com a grande sintonia de experiências, pensamentos, emoções e ideais existentes entre nossos companheiros. Nosso coração se enternece e os reconhece na alma, como irmãos muito queridos. São pessoas que estamos vendo pela primeira vez e temos a sensação de já conhecê-las. Esse fato desperta em nós uma vontade sincera de cooperar, de estarmos juntos, de compartilharmos o que de melhor temos.

Com que facilidade dialogamos sobre nossas vivências na Casa Espírita, sobre nossas realizações na área de assistência social, dos nossos desafios no campo doméstico e das nossas necessidades interiores de aperfeiçoamento.

Com que encantamento e abertura falamos de Jesus, comentamos sobre os apóstolos de ontem e de hoje, e nos enchemos de sua presença, sentindo-os entre nós.

Quando nos afastamos, recordamos dos grupos e, automaticamente, vêm à nossa lembrança o rosto dos companheiros de ideal e a forte vibração que nos une.

Ficamos muito tempo sem nos encontrarmos, mas quando nos reencontramos compartilhamos aquela doce alegria que não se explica com palavras.

Em nossos testemunhos diários, diante dos obstáculos, sempre sentimos a presença, a força e a companhia destes irmãos, seus testemunhos de vida e muitas das suas palavras simples saturadas da experiência, ocorrem-nos lembranças, facilitando o equacionamento dos nossos desafios. Não mais nos sentimos sozinhos, e o futuro visualizamos com entusiástica esperança.

Didaticamente FDJ é o que consta no livro Vivência do Espiritismo Religioso, fls. 107 e 146.

2 — Qual é a finalidade da FDJ?

R O Plano Maior tem como meta dar cumprimento à implantação da 3ª Revelação e, para este desiderato, se faz necessário criaturas comprometidas com a vivência das verdades do Evangelho de Jesus, redivivo nas luzes clarificadoras do Espiritismo. Estas criaturas comprometidas, engajadas na concretização destas verdades são os Discípulos de Jesus desta nova era. Sementes vivas desta nova plantação que Jesus semeia na Terra.

A conversão das criaturas à vivência destes valores, em especial à fraternidade, é a expressão de um estado de consciência. Este estado de conscientização nasce do conhecimento e da aplicação que mais facilmente se obtém através de um processo disciplinado, didático, sistemático e gradual, que é o da Iniciação Espírita. Esta, tem uma fase preparatória que é a Escola de Aprendizes do Evangelho, e uma fase de aplicação e de efetivação que é a FDJ.

A finalidade da FDJ é irmanar mais estas criaturas, prestar-lhes apoio, fortalecer seus ideais, abrir e ampliar seus campos de vivência fraterna.

3 Quando surgiu a FDJ?

R A FDJ foi criada em 31 de Maio de 1952, na FEESP, para agremiar em seus quadros os Servidores preparados na EAE para testemunharem, como Discípulos, no campo coletivo, a difusão e a vivência do Evangelho de Jesus. Foi, entretanto, inaugurada em março de 1954 com o ingresso dos primeiros alunos da Primeira Turma da Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) na Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP).

4 O que significa ser membro da FDJ?

R No Plano Físico, ser membro da FDJ significa ter vivenciado com proveito, o processo iniciático nas Escolas de Aprendizes do Evangelho (EAE), e ter cumprido os requisitos para o ingresso, crescendo em fidelidade aos ideais de fraternidade, ideais estes que, em última análise, constituem a vivência do Cristianismo redivivo sob as luzes da doutrina dos Espíritos.

No Plano Espiritual significa integrar uma egrégora* de vibração espiritual e moral, participando de uma mística de claridade e de Luz!

(*) Nota da Editora: Egrégora é uma palavra para a qual não encontramos definições nos dicionários comuns. É de origem grega, derivada de egregori, e surgiu no Ocultismo para designar as energias que ficam impregnadas em todos os locais.

5 A FDJ é uma fraternidade humana (de encarnados) ou só de espíritos (desencarnados)?

R A FDJ é uma Fraternidade de Espíritos, encarnados e desencarnados, unidos pelo mesmo ideal.

Foi criada para encarnados, com ingresso através da Iniciação Espírita, realizada nas Escolas de Aprendizes do Evangelho. Exatos 40 anos após sua criação (31/5/1992), foi permitida a criação de uma fraternidade de mesmo nome e mesmos ideais para atuar no Plano Espiritual.

6 Onde está a FDJ?

R — A FDJ está onde estiver qualquer um de seus membros atuando na consecução dos seus ideais, propagando pela vivência os ensinamentos de Jesus sob as diretrizes do espiritismo. Ingressar com o encarnado não significa admissão automática na FDJ na espiritualidade.

7 Onde podemos identificar a atuação da FDJ?

R Costumeiramente, nos Grupos Espíritas que abraçaram os ideais de fraternidade preconizados pela FDJ. No caso da Aliança Espírita Evangélica mais de 200 grupos participantes são, efetivamente, os locais de maior concentração de esforços da FDJ.

A FDJ também atua em instituições de caridade, geralmente ligadas às casas espíritas, mantidas por membros da Fraternidade, bem como em outros tantos serviços sociais mantidos pelo desejo que mobiliza o Discípulo a servir Jesus, servindo aos semelhantes.

Finalmente, a FDJ atua no dia-a-dia de cada Discípulo, seja no lar, no trabalho, no lazer, no convívio social; pelo compromisso de exercitar as virtudes cristãs e divulgar os ensinamentos de Jesus sobre a face da Terra.

8 Quais atividades são privativas ou exclusivas dos membros da FDJ?

R — As atividades de preparação e admissão de novos membros na Fraternidade, ou sejam:

1) Nas Escolas de Aprendizes do Evangelho, atuando como: dirigentes e expositores, trabalhando na Iniciação de novos Discípulos.

2) No Ingresso dos novos membros: o processo de avaliação das Cadernetas Pessoais e

as Reuniões de Ingresso são tarefas realizadas por membros da FDJ.

Existiam ainda as chamadas 'sessões dependentes', que eram reuniões de Discípulos nas casas espíritas para estudo e apoio mútuos. Estas reuniões, muito freqüentes no passado, hoje são pouco praticadas.

A partir de 2002, foram implantados os Encontros de Discípulos que são reuniões para vivência conjunta, confraternização e estudo.

9 Hoje temos a FDJ na AEE, na FEESP e no Setor III. É a mesma, ou são diferentes em seus propósitos e atividades?

R Entendemos que a FDJ é apenas uma, pois o propósito de testemunhar, com Jesus, propagando o seu evangelho por meio de sentimentos, pensamentos, atos e palavras sob as luzes do Espiritismo é a mesma nas três Instituições Espíritas, embora os estágios preparatórios nas Escolas de Aprendizes do Evangelho e os requisitos e procedimentos para ingresso sejam diferentes.

Quanto à vivência fraternal entre os Discípulos provindos destas diferentes escolas iniciáticas, temos ainda muitos desafios a enfrentar, para integrá-los.

10 Por que se fala, então, em AEE, FEESP e Setor III?

R As instituições são criadas para atender as necessidades evolutivas das criaturas. A grande necessidade do momento é espiritualizar o homem para a vivência do bem e da fraternidade universal. O discípulo é aquele que tem a habilidade de responder a este desafio, tenha ele sido preparado na escola A, B ou C. Há um grande abismo entre a criatura humana e a sua espiritualização. Nós, membros da FDJ, fomos convocados, pela nossa Iniciação dentro do Espiritismo Religioso, para edificarmos uma ponte unindo estes mundos, iniciando em nós mesmos e estendendo aos que nos rodeiam.

11 A FDJ está acima da Aliança?

R Podemos dizer que a Aliança Espírita Evangélica é conseqüência da FDJ, pois surgiu para dar expansão aos seus ideais. As instituições são conseqüências das necessidades humanas e não o contrário. A Aliança Espírita Evangélica é um ideal de vivência consubstanciado em um programa de trabalho, no qual instituições se integram para se apoiarem e se fortalecerem mutuamente.

Pergunta semelhante foi formulada a Edgard Armond, e se encontra no livro Respondendo e Esclarecendo, fl. 144, pergunta nº 309: 'Sou um discípulo e muita coisa já aprendi, mas, falando com colegas, eles entendem de formas diferentes uns dos outros. Peço esclarecer qual é mais importante: a FDJ ou a Aliança?'.

Eis a resposta de Edgard Armond: 'Sua pergunta está mal formulada. Não se trata, no caso, de maior ou menor importância das duas instituições a que se refere a pergunta: a questão real é a das finalidades espirituais.

A FDJ foi criada em 1952, na FEESP, para agremiar em seus quadros os Servidores preparados na EAE para as testemunhações a serem dadas como Discípulos no campo coletivo, visando à difusão e à exemplificação do Evangelho.

A AEE foi criada em 1973 para difundir e testemunhar o Espiritismo Religioso, agremiando em seus quadros os grupos e centros espíritas que possuam o mesmo ideal doutrinário e se comprometem a aceitar e seguir os seus programas de trabalho e de ensino.

Ambas, portanto, são solidárias e complementares e têm idênticas finalidades, uma auxiliando e orientando indivíduos e outra orientando e conduzindo instituições'.

Segundo as palavras de Armond, a FDJ existe para agremiar Discípulos, orientar indivíduos. A AEE tem as incumbências de agremiar grupos e centros espíritas, difundir o Espiritismo Religioso e, ainda o trabalho e o ensino, orientando e conduzindo instituições. São finalidades diferentes porém complementares.

12 Onde podemos obter material sobre o histórico e os princípios da FDJ?

R No livro Vivência do Espiritismo Religioso, capítulo 'A Fraternidade dos Discípulos de Jesus – FDJ' e no capítulo sobre a 'Escola de Aprendizes do Evangelho'.

Na coletânea Falando ao Coração, de Edgard Armond, na parte 'Aos Discípulos'.

Nos livros de Martha Gallego Thomaz também há bons subsídios.

Recomendamos, ainda a leitura dos livros de Edgard Armond: Enquanto é Tempo, págs. 170, 179, 193; Respondendo e Esclarecendo, págs. 95, 109, 135, 144; Lendo e Aprendendo, capítulos 7, 139, 167; Na Semeadura I, capítulo 183; Na Semeadura II, capítulos 86 e 184. No Verdades e Conceitos II, capítulos 43, 45, 57 e 58. E todo o livro Mensagens e Instruções. No Índice Remissivo do livro Lendo e Aprendendo, sobre Fraternidades em geral, temos mais de 50 indicações.

13 Qual a ligação entre a FDJ e a Fraternidade do Trevo?

R A Fraternidade do Trevo é uma das fraternidades do espaço que tem dado apoio à FDJ, desde o surgimento até os dias atuais. Podemos dizer que a FDJ foi concebida no seio da Fraternidade do Trevo desde quando Razin, seu venerável dirigente, inspirou o grupo de trabalhadores que se reuniam para as vibrações das quintas-feiras na sede da FEESP, para que criassem a Escola de Aprendizes do Evangelho em 1950 e, dois anos depois, a FDJ. (Veja Pergunta 15 sobre Edgard Armond).

A Fraternidade do Trevo continua dando franco e intenso apoio às Escolas de Aprendizes do Evangelho. Entre outras tarefas, é ela que se faz presente nas EAEs criando o clima espiritual no qual os alunos, dirigentes e expositores sentem-se enlevados, inspirados, motivados e confiantes por percorrerem o caminho da espiritualização e de preparação para os testemunhos evangélicos.

14 Quem é Razin e qual a sua relação com a FDJ?

R Razin é o dirigente espiritual, ou como dizemos, o venerável, da Fraternidade do Trevo. Em seu livro Histórias das Fraternidades, Martha Gallego Thomaz nos informa que Razin era um mercador que conheceu o Mestre Jesus no dia da crucificação e que, tocado por Ele, informou-se sobre a sua doutrina e propagou-a em todos os locais em que comercializava. Ao desencarnar encontrou-se com muitas das pessoas a quem evangelizou e que, a convite de Jesus, formaram uma fraternidade, a do Trevo, cuja missão tem sido a de propagar os ensinos de Jesus em espírito e verdade. Razin, um dos grandes idealizadores, juntamente com o Dr. Bezerra de Menezes, são os principais responsáveis pela criação da EAE e da FDJ, orientando o esforço e a boa vontade de Edgard Armond.

15 Quem é Edgard Armond e qual a sua relação com a FDJ?

R Podemos dizer que Edgard Armond foi um dos instrumentos do plano espiritual superior que trouxe à doutrina espírita um grande impulso renovador no século 20, de modo que esta doutrina pudesse continuar cumprindo sua missão de reviver os ensinos do Cristo, impregnando o coração dos homens de razão e amor, abrindo-lhes os panoramas da civilização dos mansos e pacificados que dominarão a Terra no Terceiro Milênio.

Devemos ao seu esforço e trabalho missionários, a fundação das Escolas de Aprendizes do Evangelho, da FDJ, da AEE, do Setor III da FDJ, da USE, a remodelação da FEESP, da sistematização da assistência espiritual, dos Cursos de Passes, dos Cursos de Médiuns, a exaltação da vivência do aspecto religioso do Espiritismo, além de ressaltar o cunho INICIÁTICO das EAEs, valorizando a Reforma Íntima e a utilização das Cadernetas Pessoais.

Desencarnado em 1982 recebeu, em 1992 no plano espiritual, a Direção da FDJ no plano espiritual, tornando-se o seu venerável.

16 Como a FDJ se enquadra na Doutrina Espírita?

R A FDJ é uma entre outras realizações com a qual os Espíritos Diretores Planetários edificam na Terra a civilização espiritualizada do Terceiro Milênio. Ela é parte do edifício da Terceira Revelação, o Espiritismo, trabalhando para a sua efetivação, para o cumprimento das promessas do Cristo quanto ao Consolador.

A FDJ tem seus fundamentos em Jesus, sendo o seu estatuto moral o próprio Sermão da Montanha, que é também a base do Evangelho segundo o Espiritismo. Seus membros abraçam o compromisso da vivência do Espiritismo no seu aspecto religioso, sem desatenção aos outros dois aspectos da doutrina, o da ciência e o da filosofia.

O nosso entendimento é que o Espiritismo é uma doutrina de ação. A Escola de Aprendizes do Evangelho e a Fraternidade dos Discípulos de Jesus também o são, além de estabelecimentos altamente propulsores da ação espírita no íntimo das criaturas e no meio social.

17 Como situar a FDJ perante as renovações do Terceiro Milênio?

R A FDJ acabou de completar 50 anos. Diante da eternidade, ela é apenas um bebê quando comparada com a Fraternidade do Trevo, que é do primeiro século, ou com a Fraternidade dos Essênios que é de 5.000 anos atrás. Assim podemos entender que o labor apenas começou e o que nos compete realizar ainda demandará centenas de anos e várias experiências terrenas.

Espíritas, com coragem e comprometimento vivencial, ainda somos poucos. O Espiritismo ainda impregna pouco a vida das pessoas, mas é evidente a sua crescente difusão entre as massas populares. Conhecer, entretanto, não basta, é necessário viver seus postulados, o que requer coragem, empenho e dedicação.

Como discípulos da nova era, nossa grande tarefa nos dias correntes é nos transformarmos em sementes vivas do evangelho redivivo, aptos a nos entregar nas divinas mãos do Senhor Jesus que nos plantará onde melhor pudermos germinar, crescer e frutificar. Isto nos motivará para que nunca estacionemos. Muito temos a realizar, em especial dentro dos planos da Pátria do Evangelho – o Brasil. Mantenhamos, portanto, a fé — a fidelidade a Jesus.

A VIVÊNCIA EM FRATERNIDADE

18 Qual a importância da vivência em fraternidade?

A vivência em fraternidade é importantíssima, pois expressa a união das almas em torno do mesmo ideal.

Conta-se que um assíduo freqüentador de um culto cristão, certa feita parou de ir. O pastor, atento e preocupado, foi à sua casa verificar o que se passava. Ao chegar lá, encontrou-o em frente à lareira e, questionando sobre as repetidas ausências ao culto, recebeu como resposta: 'Caro pastor, há mais de trinta anos freqüento o culto e ouço as suas pregações. Posso dizer-lhe que já as decorei todas, nada mais tenho a aprender, por isso não vejo mais razão para ir ao culto. O pastor, silenciosamente, pegou o bastão de arrumar a lenha da lareira e enfiando-o no fogo que ardia na lareira, pegou um graveto em brasa e afastou-o do fogo. A brasa, então incandescente, foi aos poucos esfriando, se apagando e logo era apenas um carvão morno. Silenciosamente, o pastor deixou a casa. No culto seguinte, com alegria, identificou, entre os fiéis, a presença daquele freqüentador. Ele havia compreendido a lição de que 'um graveto que se afasta do fogo, logo se apaga'. Também nós, afastados da união fraternal, temos grandes dificuldades em manter acesa e brilhante a chama do nosso ideal cristão.

19 Como edificar a vivência fraterna?

R 'A fraternidade é uma força que universaliza o amor' lemos no livro Ave Luz: quando o amor flui de nossa individualidade ao encontro dos irmãos em Deus, universaliza-se.

A palavra 'frater' quer dizer irmão. Entre os laços que unem os irmãos e a neutralidade que caracteriza as pessoas em geral, existe uma grande distância. Como nos irmanar com pessoas que não conhecemos, não temos o mínimo laço? Jesus reconhecendo nossas limitações neste sentido, nos recomendou: 'Granjeai amigos...'. A amizade é caminho para a fraternidade.

Nesta linha de raciocínio, vamos encontrar amizades que se criam em torno de coisas, outras em torno de atividades, outras em torno de pessoas, e ainda as que se fazem em torno de um ideal. Estas últimas são as mais duradouras, profundas, atravessam séculos, milênios, irmanando as almas.

As Escolas de Aprendizes do Evangelho e a FDJ proporcionam a oportunidade de amizades profundas, duradouras, que se estabelecem sob interesses elevados, valores espirituais, um ideal superior. Tais amizades são verdadeiras estradas para a vivência fraterna.

Daí, temos conclamado os Aprendizes que edifiquem dentro das escolas de aprendizes não o mero companheirismo, mas também a amizade. A recepção afetiva, o interesse sincero pelo outro, o apoio mútuo, a visita aos lares, o congraçamento familiar, o compartilhar das dúvidas, percalços e conquistas etc. Estas, entre tantas outras ações, concorrem para a amizade a caminho da irmandade.

'A experiência da Fraternidade transforma o coração das criaturas. E esta transformação nos permite transformar o mundo que nos rodeia.' Esta frase guardamos de uma mensagem do Plano Espiritual em uma de nossas reuniões da FDJ.

20 Como se associa o trabalho íntimo do discípulo com a vivência em fraternidade?

R Esta questão nos relembra um trabalho mediúnico relativo à FDJ, no qual nos foi apresentada uma imagem muito significativa:

Uma árvore caída, muito longa, parecida com o eucalipto, porém com tronco mais grosso. Esse tronco, apesar de forte estava partido junto à base. Ela havia tombado em ampla clareira, pois estava só. Em primeira análise, admirava-se que uma alta e bela árvore, com pouca folhagem, como aquela, tivesse se quebrado daquela maneira, possivelmente fustigada pelo vento. Porém, ao examiná-la mais de perto víamos a razão: o tronco grosso e esguio por fora, estava oco por dentro. A aparência era de força e altivez, mas o conteúdo era vazio e frágil.

Ao longe, víamos outras árvores semelhantes, ainda de pé, pois estavam juntas em uma pequena floresta. Não haviam sofrido qualquer dano.

As orientações sobre a imagem foram:

vdevemos estar atentos para que nosso crescimento não seja somente exterior, sem a substância do conteúdo íntimo.

vprocuremos estar juntos, pois, isolados, nossa fragilidade é ainda maior. Se estivermos lado a lado cada um atenuará um pouco o vento que fustiga o conjunto.

A primeira imagem nos diz do nosso aperfeiçoamento íntimo, pessoal e intransferível e a segunda nos fala da vivência fraternal que nos abriga e nos torna mais fortes, diante das naturais intempéries da vida.

21 Por que encontramos tantas dificuldades para a vivência em fraternidade?

R — Falta-nos foco. A FDJ já tem mostrado sua competência, por exemplo, na abertura de novas células, ou seja, novas casas espíritas. Neste aspecto, temos sido muito operantes dando continuidade à expansão do evangelho pelas novas EAEs, que surgem dia após dia.

Ocorre que, concentrados exclusivamente no 'que' estamos fazendo, temos nos descuidado do 'como' estamos fazendo. A orientação do plano espiritual intitulada 'A Grande Mensagem' (vide 2ª Parte deste livro, O TREVO nº 21 nov/75) e que se encontra no livro Vivência do Espiritismo Religioso 2ª edição, página 1.5, já nos alerta para esta distorção.

22 Como operar maior união na FDJ?

R No Guia dos Aprendizes encontramos severa recomendação no sentido de edificarmos uma ligação diária entre os membros da FDJ, entre nós e as demais fraternidades do bem, bem como com as forças Crísticas e Divinas que nos sustentam. São as Vibrações das 22 horas.

Esta sintonia vibratória diária edifica, nos mundos mais sutis, verdadeiras redes de entrelaçamento e comunicações vibratórias e fluídicas. Este é o começo, pois é da lei natural que as construções mentais e emocionais se corporifiquem na Terra.

Outras ações que fomentam maior união:

trabalhos caritativos realizados em conjunto com outros irmãos da FDJ;

manter os vínculos de ideal com os companheiros de sua turma de EAE;

cultivar a amizade com irmãos Discípulos; integrá-los no ambiente familiar;

patrocinar e/ou participar de Reuniões e Encontros da FDJ, etc. É de lei que tudo aquilo que desejamos devemos dar. Conhecemos a lei de causa e efeito e, para colocá-la a nosso favor, basta dar e buscar união, que a teremos.

O DISCÍPULO DE JESUS

23 Quem é o Discípulo?

R Discípulo é todo ser humano que aprende de alguém, de um professor, de um mestre, ou é partidário declarado, interessado nos ensinamentos de uma religião, de uma doutrina, ou de uma seita. É o que diz o dicionário.

Qualquer agremiação que, além de ensinar algo, adicionar a isso as características de INICIAÇÃO, faz de seus membros discípulos.

No caso da FDJ, os postulantes, cumprindo todas as exigências regulamentares e expressando o desejo de ingressar na FDJ passam a ser Discípulos. Passam, porém, a ser DISCÍPULOS INICIADOS, o que é diferente do que ser apenas discípulo. Passam a ser Discípulos Iniciados após a cerimônia de ingresso na FDJ.

24 Onde o Discípulo atua?

R O Discípulo atua onde sua consciência desperta, o chame a servir ou exemplificar, por amor a Jesus.

25 Como entender a expressão 'título' para o Discípulo de Jesus?

R Ser Discípulo de Jesus não é um título. Quem somente assim o entender não compreendeu a missão de Jesus na Terra. Em verdade, quando nos referimos ao Discípulo de Jesus, queremos dizer que a pessoa está investida do discipulado, sob a disciplina e orientação dos ensinamentos do Cristo, vivenciando, testemunhando e exemplificando o que aprendeu com Jesus. É um estado íntimo de ser e não um atributo externo.

26 — Existe diferença entre ser Discípulo de Jesus e pertencer à Fraternidade dos Discípulos de Jesus?

Existe. É importante dizer que na Terra e no plano espiritual há diversas fraternidades, ou sejam: grupos de Espíritos afins, identificados pelos mesmos ideais, reunidos em trabalho cooperativo.

Por outro lado, há muitos discípulos de Jesus que fazem parte de diversas fraternidades.

FDJ é a denominação dada à Fraternidade composta de criaturas que se converteram à proposta do Plano Espiritual Superior, de propagar o Espiritismo Religioso pela vivência evangélica. Assim, que fique claro que muitas criaturas são discípulos do mestre Nazareno e não pertencem à FDJ. Integram outras fraternidades com ideais semelhantes, porém com identidade diferente.

27 Qual a vantagem de ser um Discípulo de Jesus?

R Vivenciar os ensinamentos de Jesus nos plenifica, torna nossa vida mais dadivosa, pois expande nossa capacidade de amar e quem ama mais, sente mais intensamente a presença divina em si. No que diz respeito aos discípulos de Jesus que são membros da FDJ, Edgard Armond responde a esta questão no opúsculo Guia do Discípulo no segundo parágrafo do preâmbulo.

Gostaríamos de citar, ainda, uma afirmação do Espírito Emmanuel, que está na Introdução do livro Vinha de Luz:

'Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras... O discípulo de Jesus, porém — aquele homem que já se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória —, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...'

Assim, finalizando a resposta, usamos as palavras de Emmanuel: 'A vantagem é semear o amor em companhia do Mestre...'

28 Discípulos de Jesus serão somente aqueles que ingressaram na FDJ?

R Não é preciso ingressar na FDJ para ser discípulo de Jesus. Como já dissemos, os discípulos de Jesus são membros de diversas outras fraternidades e estão presentes em diversas religiões e filosofias.

Porém, vale acrescentar que, no âmbito da Iniciação Espírita, também utilizamos a expressão Discípulo de Jesus para designar o iniciado do 3º grau, assim como os nomes Servidor e Aprendiz correspondem ao 2º e 1º graus respectivamente.

29 Estou afastado da Casa Espírita há alguns anos. Continuo sendo Discípulo?

R Esta é uma resposta de foro íntimo e pessoal. O que podemos dizer é que a presença na Casa Espírita nem sempre evidencia o compromisso de semear com Jesus o Seu Evangelho. Muitos estão na Casa Espírita atuando como Servidores e não como Discípulos: não estão comprometidos com a propagação do Evangelho. Outros, embora afastados das casas espíritas, prosseguem impregnando vidas e corações alheios com a mensagem de Jesus. Qual deles é o verdadeiro discípulo?

A VIVÊNCIA DO DISCÍPULO

30 O que se espera do Discípulo em termos de vivência?

R O Mestre Jesus nos deixou bem claro: 'Vós sois o Sal da Terra', 'Vós sois a Luz do Mundo', ou seja, primeiro é que nos façamos Sal e que acendamos a própria Luz, pela transformação moral no evangelho e pela espiritualização na revelação espírita. E Ele ainda reitera que o Sal (discípulo) ganha o seu valor quando misturado ao alimento (sociedade) e lhe dá sabor. E a Luz (discípulo) se torna útil quando, elevada, vence a escuridão e ilumina os caminhos.

Meditemos sempre nestas figuras nas quais Jesus nos situou: 'Sal' e 'Luz'. E estabeleçamos nossos planos de ação íntima e social.

Questionado a este respeito, no livro Verdades e Conceitos II, capítulo 57, Edgard Armond responde-nos:

'As finalidades e os programas que devemos cumprir não comportam dúvidas interpretativas ou executivas, porque são simples, claros e justos e se baseiam no Evangelho, que todos nós respeitamos e nos esforçamos por efetivar em nossa vida íntima e social, restando unicamente que os executores se integrem nele, devotem-se aos testemunhos com coragem, de coração aberto e disposição firme de vencer a sagrada tarefa.'

Ficam, então, as questões seguintes para meditarmos e agirmos: Como anda o meu sabor? Tenho estado separado ou misturado à sociedade? Quão acesa tem estado a Luz do meu ideal? Onde tenho colocado a minha Luz, escondida ou visível? Tenho compartilhado minha Luz, minha energia, meu sabor, meu amor?

31 É diferente o campo de vivência do Discípulo e do Servidor?

R O que difere o campo de vivência espírita evangélica é que para o servidor a vivência é uma opção dentro da sua vida, por exemplo, trabalhar na Casa Espírita às segundas-feiras, enquanto para o discípulo a vivência é uma opção de vida, impregna todos os instantes da sua existência.

32 A vivência do Discípulo subentende afastamento do lar ou da família?

R De modo algum. O lar é e continuará a ser o campo de testemunhação fundamental na vida do Discípulo de Jesus. A edificação de um mundo renovado, espiritualizado e fraterno iniciar-se-á pelos lares no seio abençoado da família. No entanto, não podemos esquecer que nosso amor deve transcender a família consangüínea e mesmo a espiritual: nossa meta é o amor fraterno pela Família Universal, como já nos diz Jesus no sermão da montanha em Mateus 5:46.

O Mestre neste sentido nos deu o exemplo: muito dedicou de sua passagem terrena à família, mas não se furtou a cumprir a sua missão, mesmo incentivado ao contrário pelos entes queridos. No instante final, quando cumpria sua missão no martírio na cruz, dando a vida pelos seus amigos, ainda aí, preocupado com Maria, sua mãe, entrega-a aos cuidados de João.

33 Por que alguns alunos que terminaram a EAE, ao entrar na FDJ, sentem um vazio?

R O vazio interior, em certas fases do amadurecimento espiritual é natural. Ocorre normalmente no intervalo entre fases, compromissos e como preparação. Esse é o vazio que a providência divina nos oferece como oportunidade para ser preenchido com nossas vivências e aprendizados.

No caso do fim da EAE, parte do vazio resulta da ausência dos companheiros da turma, e isto pode ser minimizado nos Encontros de Discípulos, pela vivência em fraternidade.

Em outras circunstâncias da vida do Discípulo de Jesus, o vazio pode ser sinal de afastamento dos ideais de fraternidade, ou seja, do próprio Mestre. Diz Jesus: 'Eu vim para que tenhais vida, vida em abundância'. Onde há abundância não há vazio.

34 O que podemos fazer para que não ocorra o vazio após a EAE?

R Primeiramente, promover melhor preparação dos alunos nas EAEs, de maneira a estarem em sintonia de idéias, sentimentos, pensamentos e atos com Jesus. Nesta sintonia haverá sempre a presença dos veneráveis mensageiros celestes.

Com relação à presença fraternal dos companheiros de ideal, devemos tomar a iniciativa de buscar os amigos. Recordemos a lei de ação e reação: se quisermos mais amizade, devemos dá-la. Bem diz a expressão: só é solitário quem não é solidário.

35 Como entender que alguns companheiros, após o ingresso na FDJ, esfriam no ideal e até retornam à vida de vícios e defeitos?

R Somos criaturas livres, em pleno gozo de nosso livre-arbítrio. O ingresso na FDJ é o marco inicial de uma longa caminhada com Jesus no propósito de implantarmos na Terra o seu reino, iniciando por nós mesmos. A permanência no caminho mostrado pela FDJ resulta de nossas escolhas. Cada pensamento, cada sentimento, cada atitude é um passo adiante ou, para estacionar, dependendo de cada um.

Disse-nos Jesus: 'Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo'. A perseverança nos ensinamentos de Jesus nos livra das trevas da ignorância que inibem a plenitude da vida.

36 Como entender nos Discípulos comportamentos que depõem contra o testemunho cristão?

R Como entender a postura de Judas sem penetrar-lhe o coração? Jesus o sabia, e o sabe em relação a cada um de nós. Cabe a nós refletirmos sobre a nossa parcela. Guardamos o testemunho de um irmão da FDJ que, ao se ver envolvido em um acidente de carro, por imprudência do outro motorista, inflamou-se para uma ríspida discussão, porém, súbito, estacou e tratou o assunto com equilíbrio e firmeza. Ao questioná-lo sobre a súbita mudança de ânimo tivemos a seguinte resposta: — é que eu quase ia me esquecendo que sou um iniciado. Como homem comum poderia reagir com grosseria, mas hoje, com todo o patrimônio de aprendizado, eu escolhi agir de modo cristão.

Assim temos escolhido, quando muitas situações da vida nos convidam a permanecer em atitudes inferiores, no desrespeito, na injustiça, na lascívia, como pessoa comum, eu sei que posso fazer isto, mas, como um iniciado, um Discípulo, não preciso e não devo e, portanto, escolho fazer algo que melhor me apóie para o bem. Sair do cipoal das forças inerciais involutivas que ora nos envolvem exige vontade firme e escolha consciente para o bem.

37 Após o ingresso na FDJ, o discípulo deve continuar escrevendo na sua Caderneta Pessoal? Por quê?

R Sim. Porque a Caderneta Pessoal é um poderoso instrumento de gerenciamento do processo de aprimoramento íntimo. Ela possibilita, por meio de uma sistemática simples e efetiva, aquilo que raramente conseguiríamos por nós próprios: autoconhecimento. Sem esse autoconhecimento não temos condições de atender às exigências e desafios que ser Discípulos de Jesus nos impõem. Um conhecimento mais amplo e profundo de nossas virtudes e defeitos nos fortalece contra as forças do mal, posto que em tese ninguém pode nos fazer mal, só podem incentivar, explorar o mal que ainda reside em nós. Há um famoso ditado que diz: 'Ninguém gerencia o que não controla, e ninguém controla o que não mede', o uso da Caderneta também se insere nesta afirmação.

38 Ser Discípulo é sinônimo de ser perfeito?

R Perfeito somente Deus é. Acreditamos que uma das grandes realizações da EAE em nossas vidas é reconhecermos que somos perfectíveis, ou seja, tendemos à perfeição e Deus nos oferece todos os meios de edificarmos o autoaperfeiçoamento.

O discípulo de Jesus, membro da FDJ, reconhece o quanto ainda é imperfeito, mas se destaca pelo esforço que realiza na busca do aperfeiçoamento em todos os aspectos de sua vida.

39 Como o Discípulo deve situar os seus trabalhos? Em termos de qualidade ou de quantidade?

R Quantidade com qualidade. Recordemos que o Mestre falava muitas vezes às multidões e freqüentemente ao colégio dos discípulos, porém sempre com qualidade e de acordo com a necessidade de cada um.

O Discípulo não pode perder de vista a qualidade, mesmo porque é uma condição natural. Vejamos, quem de nós vai, por exemplo, à feira e escolhe laranjas aguadas ou ácidas, bananas verdes, morangos impregnados de agrotóxicos, verduras murchas e carcomidas, ainda que se nos ofereçam a baixo custo e grande quantidade?

Neste caso lembramos mais uma vez as palavras do Mestre:

'– Pelos seus frutos os conhecereis', '– Assim, toda árvore boa produz bons frutos'.

40 Após meu desencarne continuarei sendo membro da FDJ?

R Esta resposta está em seu coração. Como já dizia o Mestre: 'Onde estiver o teu tesouro aí estará também o teu coração'. Se estivermos identificados e vivenciando os ideais da FDJ enquanto encarnados, a perda do casulo carnal não modifica nosso íntimo. Não havendo impedimentos de outra ordem, certamente continuaremos na vida espiritual a trabalhar junto com outros irmãos, para consolidar e expandir os ideais da FDJ no planeta Terra.

41 Gozará o membro da FDJ de privilégios na vida espiritual?

R Gozará de todos os patrimônios de conhecimento e experiência que tiver edificado em sua alma. O iniciado na EAE é consciente das leis justas que regem nossa caminhada evolutiva de modo a entender seu destino como uma constante construção interior. Estando vigilante e precavendo-se contra a ilusão de que pertencer a uma comunidade religiosa lhe garantirá um lugar no 'Céu', cultivará em sua vida a verdade e a harmonia construindo, dentro de si, a todo instante e em qualquer local o homem novo, mais próximo do Criador e com ele identificado.

Temos presenciado companheiros referirem-se com amargura à vida encarnada e asseverarem que só aguardam uma vida melhor no plano espiritual. É uma afirmação equivocada, posto que, com raras exceções, a mudança de plano só muda o cenário e não o papel que devemos desempenhar.

Usando uma estrofe famosa de nossa música popular: 'O melhor lugar do mundo é aqui e agora'. Pois é o único lugar em que podemos exercer o nosso poder divino de escolha. Escolhamos pois, com Jesus, o melhor aqui e agora, tanto no mundo físico quanto no mundo espiritual.

42 O Discípulo precisa estar disponível 24 horas por dia? Como?

R Não se deve confundir disponibilidade com atuação efetiva. Disponíveis para vivenciar os desígnios de Deus em nossas vidas, todos devemos estar, mesmo os que não são Discípulos. Entretanto, a condição humana encarnada impõe limites de atuação relacionados a nossas forças e capacidades, que devem ser utilizadas com bom senso para alcançarmos os resultados mais apropriados. Isto está escrito em todos os livros espíritas!

43 Como Discípulo(a) estou obrigado(a) a aceitar qualquer trabalho?

R Dentro dos limites de suas capacidades físicas, dentro da moral evangélica, dentro do bom senso, respeitando-se, respeitando a família e as demais instituições de que participa. O discípulo encara qualquer trabalho como oportunidade de servir e não se sente obrigado, sente-se motivado a aceitar novas experiências. Aliás, sempre é um grande aprendizado saber priorizar a nossa atuação, de modo a nos tornarmos efetivos, ou seja, agregando o máximo de valor no menor tempo possível, ao que realizamos. Isto é acrescer eficácia à eficiência!

44 Como Discípulo, devo amar primeiro ao próximo ou a mim mesmo?

R Amar-se é o primeiro grande passo para amar ao próximo. Cabe lembrar que o ato de amar-se diz respeito à nossa individualidade, ao 'Eu Espírito', à centelha divina que somos e não somente a 'persona' pela qual presentemente transitamos na Terra. Quem se ama se reforma para melhorar intimamente, em espírito.

Este assunto está muito bem explicado no O Livro dos Espíritos.

Amar o nosso próximo é um compromisso com nossa consciência, porque Deus nos dotou da capacidade de amar fraternalmente. Daí, a Lei máxima ensinada por Jesus: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos, isto resume tudo. O Amor a Deus e ao próximo é a síntese de todas as virtudes e o alicerce seguro de todas as conquistas do Espírito. Se nós soubermos cumprir esta Lei, todos os minutos das nossas vidas, tudo o mais torna-se fácil e simples. Por este motivo, Jesus veio nos ensinar o Amor à Humanidade, antes que quase nada soubéssemos: para sabermos o que fazer com a Verdade.

45 A posição de Discípulo pode ser associada a poder e mando?

R Todo poder emana de Deus e nEle reside. Nada podemos sem Deus. Fora dEle tudo é transitório e circunstancial. O Discípulo de Jesus não manda, solicita com a autoridade que o Amor Fraterno lhe faculta, o que passar disto não é divino. 'Tudo é Força, mas só Deus é Poder.'

46 Sou discípulo. Devo continuar estudando?

R Agora muito mais, como obrigação moral. Ninguém dá o que não tem. O anseio do Discípulo de Jesus é saber mais para melhor servir.

Não podemos perder de vista que nossa realização integral entende o nosso desenvolvimento pessoal nos três campos: o do conhecimento/razão, o do sentimento/emoção e o da habilidade/ação. Qualquer polarização e concentração sobre um deles, em detrimento dos demais, limitarão nossa produtividade.

47 Como melhorar o entendimento do que se espera do Discípulo no campo da vivência do evangelho?

R Diz-se (vide obra Edgard Armond, meu pai, pág. 178), que nos trabalhos de implantação das Escolas de Aprendizes do Evangelho, o mentor intelectual do movimento espírita no Brasil, Emmanuel, através de Francisco Cândido Xavier, colaborou, trazendo à luz uma série de mensagens inspiradas no Novo Testamento, que estão editadas na série de livros: Caminho, Verdade e Vida; Vinha de Luz; Pão Nosso e Fonte Viva.

Nelas encontramos menções específicas aos Aprendizes do evangelho, aos Servidores e aos Discípulos, justamente os graus da Iniciação Espírita, de forma que todos estes encontrarão inúmeras orientações práticas, vivências inspiradas nos ensinos do Mestre. Temos encontrado muitos companheiros de FDJ que fizeram destes livros, livros de cabeceira, consultando-os com freqüência para melhor situarem-se diante da vida.

48 Um membro da FDJ que abraçou outra religião continua sendo Discípulo?

R O que identifica um Discípulo de Jesus é o conhecimento e a vivência dos ensinamentos do Mestre. Estando em outra religião e dentro desta vivência, a pessoa continua sendo um Discípulo de Jesus. Ela certamente servirá melhor a Jesus na situação em que se sente mais afinizada e plena, nas vibrações de Amor Fraterno ensinadas por Jesus Cristo.

No que se refere a continuar sendo membro da FDJ, no sentido íntimo, até poderemos afirmar que sim, desde que esta pessoa continue a nos sentir como irmãos de ideal, porém, no sentido prático, sentimos que não, pois o que caracteriza a 'Fraternidade' ou 'Irmandade' é a vivência em comum. Nada de sectarismo, pois o sectarismo anula os ensinamentos de Jesus.

Fazemos ainda a observação, como membros da FDJ ou Discípulos de Jesus, estamos no terceiro grau da iniciação espírita, o que evidentemente nos pede a fidelidade aos ensinos de Jesus tanto quanto aos postulados da doutrina espírita.

A CASA ESPÍRITA E OS DISCÍPULOS DE JESUS

49 Por que se recomenda que atividades de coordenação e direção de trabalhos sejam realizadas por membros da FDJ?

R Dado que o Discípulo, ao adentrar na FDJ, se compromete consigo e com Jesus ao testemunho evangélico, nada mais justo do que lhe facultar estes encargos. É através deles que encontrarão inúmeras oportunidades de provarem o amor ao Mestre amando aos companheiros, o que se expressa em atitudes de compreensão e perdão, apoio e motivação para o bem. Esta recomendação nos faz lembrar de Jesus ressurrecto admoestando Pedro por três vezes: — Pedro, tu me amas? — Sim, Mestre, é claro que te amo. — Então apascenta as minhas ovelhas! ...

50 Quais são as atividades eletivas da Casa Espírita aos Membros da FDJ?

R Todas aquelas que concorram para a propagação do Evangelho de Jesus. E mais especialmente aquelas relacionadas com a Escola de Aprendizes do Evangelho, que é o setor da FDJ encarregado da iniciação de novos membros.

51 Para ser Dirigente de Sala de Passes é preciso ser Discípulo?

R Não. Basta ser servidor e ter concluído o curso de médiuns com aproveitamento.

Porém, quando o servidor ou o discípulo for chamado a servir nesta tarefa deve entender que o bom dirigente de sala vai além do exercício das tarefas do trabalho da sua sala e do amor aos assistidos. Ele também deve:

Interessar-se pelos companheiros do grupo, estimulando a fraternidade, o companheirismo, a assiduidade e o diálogo fraterno no grupo.

Receber bem os novos trabalhadores, apoiando-os na integração ao trabalho e junto aos membros do grupo.

Promover o aprimoramento dos liderados, estimulando a leitura, a participação em reciclagens e esclarecendo dúvidas.

Procurar preparar outros companheiros da sala para exercerem o seu trabalho;

Estar atento e cooperativo em relação ao conjunto do trabalho, de que a sala faz parte.

Ser o elo de comunicação entre a direção do trabalho e os membros da sala, tanto buscando diretrizes e informações, quanto levando informações do grupo para a direção dos trabalhos e do Centro Espírita.

Estar sempre atento ao clima espiritual do trabalho e às orientações do plano espiritual.

Em verdade, o desejo de servir a Cristo, servindo ao irmão em espírito e verdade, é um compromisso do Discípulo. Por isso, muitas vezes, recomendam-se membros da FDJ na liderança de grupos.

52 Para fazer a preleção é preciso ser Discípulo?

R Não. Basta ser servidor e ter concluído o Curso de Expositores com aproveitamento.

É necessário também que o preletor entenda o objetivo da preleção que é predispor o assistido para a recepção (abertura interior) e manutenção (vigilância evangélica) do passe. A preleção não é doutrinação onde se busca converter as criaturas ao Espiritismo. É convite amoroso para o auto-encontro com o Cristo, com o amor do Pai Celestial. Na preleção não cabem palavras de crítica e condenação, mesmo porque os assistidos vêm em busca de um maior equilíbrio, requerendo de nós, em especial, o apoio fraterno.

A tarefa é recomendada aos membros da FDJ, posto que se trata da educação evangélica, de levar mais amor de Jesus aos corações.

53 Para fazer entrevista é preciso ser Discípulo?

R Não. Basta ser servidor preparado para os trabalhos na assistência espiritual.

O livro Passes e Radiações, no capítulo 27, faz algumas recomendações para o selecionamento de pessoas para esta 'delicada e importante tarefa'. Nossa experiência recomenda também que o entrevistador tenha trabalhado antes em outras tarefas da assistência espiritual: nos passes, na recepção, no encaminhamento, etc.

O objetivo da entrevista é apoiar, esclarecer e orientar o assistido. Apoiar é sobretudo ouvir com interesse tendo como foco os sentimentos da pessoa e não a problemática por ela apresentada. Esclarecer é sobretudo apresentar sucintamente a visão da doutrina acerca das situações expostas no diálogo fraterno. Não é julgar, dar receitas, conselhos ou opinião pessoal. Orientar é demonstrar o que o trabalho de Assistência Espiritual pode oferecer-lhe e de que forma.

Diversos grupos da Aliança, sentindo a delicadeza e a importância da tarefa, criaram Cursos de Entrevistadores. Muitos deles buscaram as recomendações do CVV - Centro de Valorização da Vida, em especial quanto a postura do entrevistador perante o atendido.

Neste trabalho o Discípulo encontrará também grande oportunidade de testemunhos. Há várias passagens na literatura espírita narrando várias entrevistas de Jesus. Vejam-se os livros de Humberto de Campos (Irmão X), por Francisco Cândido Xavier e Amélia Rodrigues por Divaldo Pereira Franco.

54 Para trabalhar na secretaria é preciso ser Discípulo?

R Não. Porém, caso se trate da secretaria das turmas de Escolas de Aprendizes do Evangelho é altamente recomendável. Todo o corpo diretivo da EAE é de fato composto por membros da FDJ que receberam delegação da mesma para prepararem novos membros. O secretário pode atuar como dirigente quando da ausência daquele e, desta maneira, deve conhecer o caminho.

Há escolas em que o grupo diretivo é formado por um Dirigente, um Assistente e um Secretário. Neste caso, sendo a função do secretário limitada à organização administrativa, pode-se então admitir um servidor exercendo tal função.

Num esquema orientado para a efetividade, os secretários ou assistentes são escolhidos com vistas a tornarem-se futuros dirigentes e, portanto, devem também pertencer ou estarem ingressando na FDJ.

Em se tratando da secretaria da Casa Espírita a resposta é Não.

55 Para dar passe de limpeza (harmonização) é preciso ser Discípulo?

R Não. Basta ser servidor e ter concluído com aproveitamento o Curso de Passes.

56 Para fazer parte da diretoria da casa é preciso ser Discípulo?

R Não. É, no entanto, importante lembrar que a condição de Discípulo de Jesus auxilia a expressão dos conceitos do ideal e programa da Aliança. A AEE surgiu com o objetivo de propagar a Vivência do Espiritismo Religioso, tendo por fundamento as Escolas de Aprendizes do Evangelho. As Escolas de Aprendizes do Evangelho, por sua vez, nasceram das diretrizes do Plano Espiritual Superior tendo como base um processo iniciático de três graus, dos quais o último é o de discípulo com o conseqüente ingresso na FDJ e compromisso da vivência do Espiritismo Religioso. A Casa Espírita é conseqüência da causa espírita, assim os Grupos da Aliança surgem para dar cumprimento aos ideais da FDJ e não o contrário. A FDJ permeia os Grupos da Aliança e muitos outros campos de testemunho com Cristo. Assim, as casas devem ser lideradas por irmãos compromissados com os ideais da FDJ, os mesmos da AEE.

57 Para trabalhar no grupo mediúnico é preciso ser Discípulo?

R Não. Basta ser servidor e ter concluído com aproveitamento o Curso de Médiuns.

58 Existe diferença entre o trabalhador Discípulo e o trabalhador Servidor?

R No âmbito da AEE é tão sutil essa diferença que nunca notamos qualquer embaraço quanto a isso. O trabalhador servidor deve, certamente, ter lido o opúsculo Guia do Aprendiz e, então, cumprirá muito bem todos os seus trabalhos. O Trabalhador Discípulo, certamente já leu o seu Guia do Discípulo e, então, cumprirá muito bem todos os seus deveres.

59 Como a direção das casas espíritas deve tratar a FDJ?

R Como o seu maior bem e seu melhor investimento, pois, invariavelmente, é com aqueles que se comprometeram com a causa, que se pode contar em todas as situações.

Como nos diz Edgard Armond, a AEE deve agremiar instituições espíritas e a FDJ, indivíduos no mesmo ideal de vivência. As instituições são formadas pelos indivíduos.

 A OBRA SOCIAL E A FDJ

60 Qual o nível de atenção que o Discípulo deve dar à Assistência Social?

R O maior possível. Basta que recordemos o Mestre para que se nos esclareça esta questão:

'E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa' (Mateus 10:42).

De fato, no presente momento, até mesmo as instituições consideradas materialistas, incentivam o serviço social voluntário. Convencidos de que a problemática social atual é gravíssima, e que são tantos os necessitados, todos devemos colaborar para minimizar as necessidades e sofrimentos de nossos irmãos.

Os Discípulos de Jesus devem ir mais fundo, auxiliando o corpo, a mente e a alma que padecem, plantando a esperança e a confiança, não perdendo de vista a verdadeira caridade que é fazer com que as pessoas não precisem de caridade.

Nossas Caravanas de Evangelização e Auxílio, inseridas no programa das EAEs, são os primeiros passos e o protótipo de tudo isso.

61 É tarefa da FDJ promover a abertura de instituições de Assistência Social?

R À FDJ, como instituição, não exatamente, porém seus membros, conscientes das necessidades locais que os rodeiam, devem deixar o amor brotar de seu coração em flores e frutos de assistência fraterna, primeiramente como tarefa individual e, se possível, como um esforço compartilhado por outros irmãos de ideal.

A FDJ, congregando e apoiando os Discípulos, dá-lhes fortaleza interior, clareza de idéias e favorece o encontro de irmãos de ideal afins a um mesmo campo de serviço e testemunho em benefício do próximo, o que tem sido a origem de muitas instituições.

A ESCOLA DE APRENDIZES DO EVANGELHO E A FDJ

62 Qual surgiu primeiro: a EAE ou a FDJ?

R No plano terreno, a EAE surgiu primeiro e a FDJ depois. Porém, no plano espiritual a FDJ foi a primeira idealização e a EAE sua conseqüência natural, pois a implementação da FDJ exige a EAE como porta de acesso. O 'Plano Convite da Escola de Aprendizes do Evangelho', promulgado na aula inaugural da 1ª turma da EAE na FEESP é muito claro neste aspecto, como consta nas páginas iniciais do livro Iniciação Espírita e no cap. 18 da 2ª parte deste livro.

63 Não podemos conceber o discipulado sem a iniciação na EAE?

R Didaticamente, podemos definir três tipos de iniciação:

Iniciação indireta: é a proporcionada pela vida, pela experiência cotidiana sob as diretrizes da lei de evolução e supervisão da lei de Ação e Reação.

Iniciação direta: é a que nos oferece as escolas iniciáticas, ampliando nossos conhecimentos e concitando-nos à vivência dos mesmos, com reforma íntima para melhor.

Iniciação real: é a que surge em nosso íntimo pela expansão da consciência.

Portanto, entende-se que discípulo é todo aquele que se submete à iniciação direta com vistas à iniciação real. A EAE oferece a oportunidade de vivenciar esses dois tipos de iniciação.

No livro Guia do Aprendiz há uma capítulo, 'Iniciação sem Escola', cuja leitura pode ampliar a resposta para esta questão.

64 Qual a relação entre os vários graus da Iniciação Espírita?

R A relação entre os vários graus se manifesta no crescente grau de comprometimento:

Aluno é o indivíduo comprometido em freqüentar as aulas da EAE.

Aprendiz é o aluno comprometido em aprender e renovar-se no Evangelho.

Servidor é o aprendiz comprometido em servir ao próximo nas linhas do Evangelho.

Discípulo é o servidor comprometido em propagar, pela vivência, o Evangelho para a família universal.

65 O dirigente de EAE deve ser um membro da FDJ? Por quê?

R Sempre. Destacaremos algumas razões para melhor consolidarmos esse princípio.

1) A EAE é um setor da FDJ encarregado de preparar novos membros para suas fileiras. Ela é uma escola iniciática.

2) O dirigente é um membro da FDJ, preparado por aquela e que recebeu a delegação da Fraternidade para conduzir o aluno nos dois primeiros graus da iniciação espírita, o de Aprendiz e o de Servidor, tendo em vista ingressarem no terceiro grau, o de Discípulo.

3) 'Líder é quem conhece o caminho e, com amor, compartilha com os liderados este saber.' Este conhecimento, para nós, subentende a vivência que só vem da experiência.

4) O dirigente de EAE é um Discípulo de Jesus que transborda os ideais da FDJ a ponto de dispor-se a compartilhá-los naturalmente com os iniciantes.

66 Como entender, então, que algumas escolas foram dirigidas por pessoas que eram dirigentes e ao mesmo tempo alunas?

R Temos conhecimento destes casos em cidades distantes, onde pessoas motivadas por membros da FDJ e da AEE, dispuseram-se a iniciar uma nova célula da FDJ, uma nova Casa Espírita da AEE, e nada mais acertado, natural e tranqüilo do que fazê-lo através da iniciação espírita, através da EAE. Dos casos que conhecemos todas estas escolas foram acompanhadas por membros da Fraternidade e da Aliança, que lhes deram orientação e sustentação. Os assim denominados dirigentes, de fato eram também alunos, que atuaram mais como secretários ou elementos de contato com a FDJ. Vale lembrar que, como dirigente da primeira turma de EAE que existiu na Terra, Edgard Armond também considerava-se o aluno número um.

67 Para ser expositor é necessário ser Discípulo?

R Não, mas é altamente recomendável, tendo em vista as aulas focalizarem o processo iniciático e o testemunho evangélico. Quem melhor poderá instilar a força de um ideal senão aquele que o vive? Como conclamar os Aprendizes aos graus superiores se não participamos deles?

Os Discípulos devem ser estimulados à tarefa de exposição de aulas, preleções, palestras, bem como à mensagem escrita. A propagação da mensagem e o esclarecimento espiritual são itens básicos e fundamentais da sua missão.

Em tese todo Discípulo deve estar preparado para comunicar a mensagem espírita evangélica. Deve, então, esta preparação ser promovida pelo dirigente da Escola de Aprendizes facultando e/ou encaminhando-os para os cursos respectivos: expositores, evangelizadores de infância, entrevistadores, etc.

68 Basta o aluno concluir a EAE para ser considerado um membro da FDJ?

R Na AEE não. É necessário que decida explicitamente ser membro da FDJ, submeta-se ao período probatório, aos testes de aprovação e participe da cerimônia de ingresso na qual assumirá, em reunião privativa da Fraternidade, o compromisso do discípulo consigo mesmo e com Jesus.

69 Como o programa da Aliança, definido no livro Vivência do Espiritismo Religioso, apresenta o tema FDJ?

R A abertura do livro traz um trecho do estatuto moral da FDJ, o Sermão da Montanha, especialmente onde Jesus nos fala que o discípulo é a Luz do Mundo e o Sal da Terra (Mateus 5:13-16).

70 Pode-se entender a EAE fora do conceito da FDJ?

R Do ponto de vista que foi concebido e idealizado pela Espiritualidade Maior não. Pois a FDJ guarda os fins da Iniciação Espírita enquanto a EAE os meios.

Evidentemente a EAE traz em si um manancial fabuloso de bênçãos e todos que dele beberem se beneficiarão. Ocorre que a experiência de viver em uma Fraternidade ainda é um grande desafio a se realizar. Temos hoje muitas luzes acesas porém elas se encontram concentradas em nossas vivências dentro das casas espíritas. Há que se estender tais luzes à sociedade, a iniciar por nós próprios. Nisto estão imbuídos e comprometidos os Discípulos.

Pergunta semelhante foi formulada a Edgard Armond, e se encontra no livro Edgard Armond, meu pai, pág. 180, item nº 3: Vejamos a resposta:

'Se tudo terminasse na Escola de Aprendizes do Evangelho, haveria dispersão, insegurança, domínio personalista, influência individual, negligência, esmorecimento no esforço e nas convicções; tudo isto deixa de existir se o discípulo sabe que está apoiado, sustentado, amado como sempre e pronto para ser orientado e acudido em qualquer circunstância'.

Como vemos, a vivência em Fraternidade é fundamental, base de apoio ao discípulo para o cumprimento da sua missão.

71 O aluno da EAE deve ser direcionado para trabalhar na Casa Espírita ou para ser Discípulo?

R Sem dúvida para ser Discípulo. Vejamos que a finalidade da EAE é a FDJ. A Casa Espírita é um dentre os vários campos em que o Discípulo poderá atuar. Nas palavras de Edgard Armond, para o Discípulo, a seara de trabalho é o mundo. O mundo vai muito além das paredes da Casa Espírita.

72 Quando eu, como dirigente de EAE, sei que estou pronto para abordar o tema FDJ aos alunos?

R Quando sentir enorme segurança e satisfação em ser membro
da FDJ.

73 Quando deve ser abordado o assunto FDJ na EAE?

R O assunto já é superficialmente citado na última aula do Curso Básico de Espiritismo, em que a EAE é anunciada. Devemos apresentar cristalinamente a FDJ na aula inaugural da EAE. Se não o fizermos, estaremos sendo, no mínimo, omissos e perigosamente não sinceros com os alunos, futuros Aprendizes, Servidores e Discípulos.

O primeiro tópico do livro texto da EAE, o Iniciação Espírita, é o Plano Convite da Escola de Aprendizes do Evangelho, que deve ser a base da aula inaugural. Ela menciona a grande meta da Escola como a Fraternidade e o Discipulado. Há ainda as aulas 100 e 106 da EAE, nas quais o tema é tratado em profundidade.

74 Qual a razão de muitos Dirigentes de Escola evitarem o assunto FDJ no início do curso?

R Uma pequena história conta que um viajante aproximou-se de um grupo de operários trabalhando em uma obra e inquiriu a um deles: O que o senhor está fazendo? Este respondeu rispidamente: — Não vê que eu estou quebrando pedras!

Aproximou-se de outro que fazia a mesma tarefa e perguntou novamente: O que o senhor está fazendo?

Este outro respondeu com entusiasmo — Estou construindo a nossa grandiosa catedral!

Na FDJ estamos trabalhando na edificação de uma grandiosa catedral espiritual na Terra. Com alicerces em nosso mundo íntimo, ela deve aproximar as criaturas do Criador. Ocorre que alguns ainda guardam uma visão incompleta da obra fixando-se, cansativamente, nos meios e não nos resultados.

75 Podem-se acrescentar mais aulas na EAE sobre o tema FDJ?

R No nosso entender não se trata de acrescentar mais aulas, mas, sobretudo, incluir naturalmente no tema de todas as aulas do programa o assunto FDJ. Como temos dito, é tarefa de todos os envolvidos na escola quando se sentem verdadeiramente membros da FDJ, preparando novos membros. Somos da opinião de que uma idéia é mais bem absorvida em doses homeopáticas, pouco e pouco e repetidas vezes.

76 As aulas 100 e 106 da EAE devem ser ministradas pelo dirigente ou por uma pessoa mais ligada à FDJ?

Deve ser ministrada por qualquer membro da FDJ que esteja apto para esclarecer as dúvidas remanescentes sobre a FDJ. Dizemos remanescentes, pois, nesta altura da Escola, o assunto já deve ser conhecido e ter sido amplamente discutido dentro da turma. Mas, ainda, estas aulas devem ser ministradas por quem possa conduzir um debate aberto sobre os ideais da FDJ e o potencial do Discípulo para a construção do Bem.

77 Como aluno, onde encontro fontes que me dêem subsídios sobre a FDJ?

R Além do material curricular, nos livros de Edgard Armond e de Martha Gallego Thomaz. A leitura regular das páginas do jornal O Trevo também é altamente recomendável.

78 O Dirigente de Curso de Médiuns deve ser Discípulo?

R É vital considerar: para que a FDJ cumpra o seu desiderato na Terra é necessário um trabalho sincronizado entre o plano físico e o espiritual. Neste contexto, como nos dias primeiros da mensagem de Jesus na Terra, os Discípulos tanto quanto possível devem educar a sua mediunidade, tornando-se canais fidedignos das bênçãos que jorram do mais alto.

Deste modo o Dirigente de Curso de Médiuns deve ser alguém esclarecido e comprometido com estas finalidades. Nasce daí a recomendação de que o Dirigente de Curso de Médiuns seja um membro atuante da FDJ.

79 Como apresentar a FDJ sem que o aluno entenda que não é um diploma da EAE?

R Primeiramente é indispensável que todos saibam que DIPLOMAS são criações de homens para homens e não de Deus. Em ambiente INICIÁTICO, por Amor a Jesus, não se cogita de DIPLOMAS ou títulos mas, sim, de galardões divinos que, com muita humildade, receberemos por merecimento.

Deve-se esclarecer aos alunos, com toda franqueza e objetividade, que, ao terminarem o curso nas EAEs e ingressarem na FDJ, não fazem juz a nenhum diploma. Humildemente devem conquistar a graça divina de se sentir mais perto de Jesus para ajudar o próximo a se redimir e, assim, contribuir para melhorar o Globo Terrestre. A leitura do capítulo 22 do livro Fonte Viva é recomendável.

80 Como colocar o estudo do Guia do Aprendiz e do Guia do Discípulo dentro da EAE?

R Com a maior naturalidade possível. A leitura desses opúsculos deve ser incentivada desde os primeiros dias do curso, tecendo, oportunamente, comentários pertinentes. Na década de 1970, os alunos recebiam esses opúsculos e, com grande avidez e interesse, carregavam nos bolsos para lê-los a qualquer momento: no ônibus, no trem, nas salas de espera de dentistas, médicos, fila de bancos, etc.

81 Como manter o clima das aulas da EAE em sintonia com os fins da FDJ?

Muito se tem discutido a respeito da necessidade de um clima espiritual elevado nas aulas da EAE. Esta necessidade se torna bem clara quando temos em mente que estamos preparando propagadores do evangelho, mensagens vivas de uma vivência espiritualizada, sementes de uma nova era. Indivíduos que, quando engajados na contracultura que a vivência mais espiritualizada representa, serão admoestados física e espiritualmente no meio ainda primitivo e animalizado que domina a crosta.

No Evangelho de Mateus no capítulo 10 encontramos as orientações de Jesus aos discípulos quando foram concitados ao 'Ide e pregai', mais exatamente no versículo 16 encontramos:

'Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas'.

Os minutos que temos semanalmente com os alunos são deveras preciosos e diríamos escassos, devem portanto ser hipervalorizados, de modo que assuntos não pertinentes ao núcleo da iniciação sejam minimizados. Temos que lhes facultar os meios de serem simples e prudentes, de se fortalecerem na fé.

Grande é o esforço empreendido pelas Fraternidades do Espaço, a cada aula, para dotar o recinto e nossa individualidade de um clima espiritual elevado, ambiente que proporciona aberturas mentais, emocionais, psíquicas e mesmo saúde física. Malbaratar estas bênçãos é, como dizem popularmente, lançar dejetos no prato onde se alimenta.

O INGRESSO NA FDJ

82 O aluno deve ser conduzido a ingressar na FDJ?

R Conduzido não é a ação mais adequada. Diríamos que o aluno da EAE deve ser despertado e motivado para integrar a FDJ.

83 O aluno tem o direito de não ingressar na FDJ?

R Sem dúvida. Esta é uma escolha pessoal intransferível. A passagem para o terceiro grau da iniciação espírita e conseqüente ingresso na FDJ é um momento em que o livre-arbítrio deve ser exercido em toda a plenitude. Em princípio 'só nos responsabilizamos por aquilo que escolhemos'. Pressões dos dirigentes e companheiros de turma são altamente desaconselháveis.

No final da EAE ampliam-se as dúvidas, por parte dos alunos, referentes ao próximo grau, o de Discípulo, e a forma dele se situar dentro da FDJ. Estas dúvidas devem ser amplamente esclarecidas pelos dirigentes da EAE, se necessário até pelos coordenadores regionais da FDJ ou ainda pelo CGI da AEE. De modo que o servidor possa afirmar com segurança: 'Eu escolho integrar-me à FDJ e assumo o compromisso do Discípulo'.

84 Como entender os dirigentes e até os avaliadores que forçam os alunos para o ingresso?

R Despreparados para a função.

85 Pessoas com muita experiência na Doutrina Espírita podem ingressar na FDJ sem ter feito a EAE?

R De modo algum. Não podemos esquecer o valioso exemplo de Edgard Armond, que, mesmo tendo extensa bagagem na doutrina, além de vasta experiência reencarnatória, quando da criação das EAEs tornou-se o primeiro aluno a se inscrever. A criatura pode ter muita cultura espírita e até grandes conquistas morais, porém, em termos de EAE, a vivência só é adquirida através da experimentação, da convivência, da aclimatação, da harmonização vibratória.

86 Como devem proceder para ingressar na FDJ aquelas pessoas que concluíram a EAE e permaneceram longo tempo como Servidores?

R O procedimento mais comum e eficaz tem sido o reengajamento no terceiro ano de uma EAE em andamento de modo a se aclimatar e atender aos procedimentos de ingresso sob a supervisão dos dirigentes desta turma.

87 Quem aprova o aluno no ingresso à FDJ: o Plano Espiritual ou a Caderneta?

R Nenhum. É o aluno que se aprova com os seus próprios esforços. A análise da Caderneta é um dos instrumentos utilizados pelos membros da FDJ para constatar o nível de compromisso do servidor com a causa do Cristo e seu preparo, no esforço da renovação íntima, para assumir maiores compromissos junto à FDJ. O exame espiritual é outro instrumento com propósito semelhante porém complementar, pois, neste caso, os mentores espirituais é quem avaliam este preparo. Qualquer polarização em somente um destes instrumentos torna o processo incompleto e inválido.

88 Qual a necessidade do período probatório?

R O assunto é abordado no Guia do Aprendiz, mas podemos complementar. A escolha de ingressar na FDJ é entendida como um compromisso espiritual assumido pelo iniciado. É um voto de fidelidade que será considerado por nossos mentores para programar nossas atividades futuras com vistas à testemunhação evangélica. Deve portanto ser uma atitude consciente e livre de influências exteriores. A turma, a presença dos companheiros e dirigentes, bem como a dos mentores, podem nos induzir a uma decisão de grupo quando esta deve ser uma decisão particular, individual e intransferível. É um momento de uso do livre-arbítrio, portanto extremamente sagrado e altamente respeitado pelos maiorais da vida eterna.

89 Basta concluir a EAE e cumprir o período probatório para ser considerado Discípulo e membro da FDJ?

R Não. Faz-se necessário submeter-se ao processo de ingresso. Este processo é constituído basicamente de quatro atividades:

1) apresentação e verificação da Ficha de Auto-Avaliação;

2) apresentação e verificação da Caderneta Pessoal;

3) exame espiritual; e

4) assumir publicamente o compromisso do discípulo, participando da reunião privativa e na cerimônia pública de ingresso.

90 Quem são as pessoas responsáveis pela análise das Cadernetas Pessoais?

R São Discípulos mais experientes que já dirigiram ou participaram da direção de Escolas de Aprendizes do Evangelho e participam de encontros específicos para verificação de Cadernetas.

91 Essas pessoas são escolhidas ou se oferecem para realizar esse trabalho?

R Todas são Discípulos, que, enxergando a oportunidade de servir, oferecem-se voluntariamente, aceitando a incumbência.

92 Quais são os critérios de verificação das Cadernetas Pessoais?

R Há dois tipos de critérios: os objetivos e os subjetivos, além dos intrínsecos e dos extrínsecos. Os objetivos referem-se à análise formal da caderneta que é realizada, preliminarmente, na reunião de entrega, quando os dirigentes com turmas a ingressar, encaminham as cadernetas ao coordenador regional e/ou setorial para que este as distribua entre os verificadores. Os critérios subjetivos referem-se ao conteúdo propriamente dito e são observados pelo verificador durante o prazo estipulado para análise, quanto aos esforços sinceros na Reforma Íntima para melhor.

93 Quais são os quesitos objetivos verificados nas Cadernetas?

R São verificados todos os componentes indispensáveis das Cadernetas tais como: Instruções para uso coladas à contracapa, testes de 1 a 6, notas dos exames espirituais realizados no primeiro, segundo e terceiro anos da escola, anotações periódicas, do recolhimento, feitas pelo dirigente e outras informações adicionais tais como mudança de Turma, mudança de Casa Espírita, etc.

94 Quais são os quesitos subjetivos verificados nas Cadernetas?

R A verificação subjetiva é uma fase muito delicada na qual o verificador lerá as anotações feitas pelo aluno e avaliará se existe nelas 'compromisso com a Reforma Íntima'. Se houve da parte do aluno, no mínimo, intenção de mudança, desejo íntimo de transformação para o bem. Isso é observado nas análises que o aluno faz de si mesmo, nos planos e metas que traça para sua renovação interior, na freqüência com que utiliza a Caderneta, prática da caridade, etc.

95 A verificação refere-se exclusivamente à Caderneta ou alcança também a pessoa do aluno?

R As verificações devem centralizar-se exclusivamente sobre o conteúdo das Cadernetas. O verificador, em geral, não conhece o aluno e, portanto, não tem parâmetros para realizar qualquer julgamento da pessoa e, mesmo que tivesse, esse julgamento em nada contribuiria, pois todo julgamento parte de uma visão parcial que não representa a verdade absoluta.

96 São consideradas na verificação as conquistas, os avanços e os retrocessos do aluno?

R Não. É considerado apenas o esforço que o aluno está realizando, sua dedicação e seu desejo de melhorar-se. As conquistas são de avaliação pessoal do aluno, assim como os avanços e retrocessos.

97 Muito se fala em verificadores que reprovam Cadernetas porque o aluno declarou-se incapaz de perdoar alguém. Isso está correto?

R No contexto da Caderneta o fato de o aluno declarar-se incapaz de perdoar nada significa se ele está comprometido em melhorar-se.

98 Conhecem-se casos de reprovações porque o aluno(a) declarou-se homossexual. Isso é coerente? Não é preconceito?

R Da mesma forma que a incapacidade momentânea de perdoar, o homossexualismo também nada significa se existe o compromisso com a reforma íntima.

99 Qual a finalidade do Exame Espiritual da FDJ?

R O processo do exame espiritual oferece condições ao servidor para que ele mesmo verifique se atingiu a conscientização quanto a seu potencial de servir ao ideal Maior. Em resumo, se tem condições de constituir-se em arauto do Evangelho.

100 Por que em alguns exames o aluno passa por três ou quatro grupos de médiuns?

R Em geral, as equipes das Regionais da Aliança têm buscado trabalhar de forma a proporcionar o exame mais detalhado, visando o enriquecimento do aluno em sua caminhada ao discipulado. Por isso, analisar-se em grupos separados os aspectos de Estudo, Trabalho e Reforma Íntima tem utilidade porque permite informar precisamente ao aluno qual ou quais aspectos devem exigir dele maior esforço, no caso de uma condição negativa. Diversas Regionais também concluíram pela utilidade em se adotar um grupo específico para mensagens psicofônicas, dados os aspectos de apoio moral e incentivo, que os mentores da EAE desejam amorosamente transmitir.

101 É normal que os alunos se desmotivem, ou mesmo se afastem, após uma negativa no exame espiritual para o ingresso?

R Percebe-se que os alunos, via de regra, passam por um estado de ansiedade acima do normal em relação ao exame da FDJ, causado por três anos de experiências e esforços acumulados na EAE e, algumas vezes, por considerarem erradamente que a FDJ é uma espécie de patamar espiritual mais elevado. Em verdade, a Fraternidade constitui um nível de compromisso espiritual maior.

102 Como lidar com essa desmotivação?

R É importante que, nesse momento, um membro da Fraternidade esclareça, através de uma conversa fraterna, sobre o resultado do exame e os porquês de uma eventual negativa. O exame indica se o candidato já reúne condições de testemunhar o Evangelho com sua vivência, enfrentando as árduas situações que esse nível de compromisso lhe exigirá, ou se necessita de um tempo adicional de preparação. Portanto, a negativa é para o momento. Pode ser que essas 'condições' não estejam todas desenvolvidas nesse momento. Pode ser que compromissos espirituais assumidos antes da reencarnação exijam uma preparação mais intensa. Certamente, a negativa também é uma demonstração de amor dos mentores espirituais, nunca de rigorismo ou elitismo.

103 É possível ocorrer um erro de avaliação no exame espiritual?

R Os mentores encarregados da avaliação pronunciam sua posição com base em observações realizadas ao longo dos três anos da EAE, consideradas as condições de vida de cada servidor. Os médiuns, porém, estão sujeitos a falhas e é possível que um grupo se engane, mesmo dentro do espírito de trabalho de equipe. Porém, mesmo nesses casos, devemos considerar, a priori, que não há falhas nas Leis Divinas. Esse fato pode ser considerado, ainda, como mais um teste de aceitação e perseverança do aspirante ao discipulado. Além disso, nunca um aluno será impedido de se submeter a um novo exame espiritual, por ocasião do próximo ingresso em sua Regional.

ENCONTROS DE DISCÍPULOS

104 O que são estes Encontros de Discípulos?

R É um novo programa, dentro das atividades da FDJ, que surgiu da necessidade de expandir o apoio mútuo, a fraternidade entre seus membros, estejam eles ou não vinculados ao movimento das casas espíritas.

105 O que se espera dos Encontros de Discípulos?

R Que ele reacenda, amplifique a chama do ideal crístico, a consciência do Discípulo em relação ao seu papel neste momento crítico por que passa a humanidade. Espera-se que apóie os Discípulos através de maior vivência fraternal.

Temos que compreender que, mesmo estando no Grau de Discípulo, ainda assim estamos em processo, carecemos de momentos de comunhão fraternal, trocas de vivências, reafirmações e estudos, carecemos revisar nossos objetivos de vida perante a FDJ.

106 No que os Encontros de Discípulos se diferenciam das Sessões Dependentes?

R As sessões dependentes, em geral, estão ligadas a uma Casa Espírita e reúnem os Discípulos em atuação dentro desta casa. Os Encontros de Discípulos por sua vez estão organizados por endereço, ou seja pela proximidade da moradia do discípulo. Assim, entende-se que independentemente do Grupo em que o Discípulo atue, ou se ainda atue no movimento espírita, ele estará em comunhão com aqueles que lhe são mais próximos do ponto de vista de moradia.

As reuniões dos Encontros de Discípulos estão sendo realizadas, tanto quanto possível, fora do ambiente da Casa Espírita, próxima ou nos lares dos Discípulos.

107 No quê os Encontros de Discípulos se diferenciam das Reuniões de Discípulos, dos Encontros da FDJ ou mesmo do Momento de Fraternidade da FDJ?

R Conquanto as diversas reuniões que se promovem no âmbito da FDJ tenham objetivos diversos e genéricos e programação variável, conforme o local em que se realizem, os Encontros de Discípulos apresentam um objetivo claro, um programa definido, um clima particular e intimista.

É importante que os Encontros de Discípulos não sejam confundidos com as diversas reuniões que se promovem no âmbito da FDJ, pois eles não são 'mais uma reunião' e sim um mini seminário participativo.

108 Qual a intenção em fazer estas reuniões fora das casas espíritas?

R É justamente promover a Fraternidade, este sentimento pelo qual o Mestre diz que nos identificam: 'Eis que conhecerão que sois meus discípulos pelo muito que vos amardes uns aos outros' (João 13:35).

Também visam proporcionar momentos de reflexão, fora da atuação na Casa Espírita, que liguem o discípulo aos seus testemunhos cotidianos, no íntimo, no lar, no trabalho, no convívio social, etc.

É vital a nossa união fora das paredes da Casa Espírita. O cumprimento das determinações de Jesus, em levar o Seu amor aos irmãos de jornada, pede que nos sintamos incentivados, apoiados, esclarecidos pela FDJ, o que se dá pela presença amiga do Mestre na intimidade e pela proximidade dos irmãos de ideal.

A Casa Espírita foi e continua sendo o centro de promoção do Espiritismo Religioso com sua mensagem redentora. Esta luz bendita deve ser estendida a todas as instituições.

109 Não sou membro da FDJ. Posso participar dos Encontros de Discípulos?

R O programa dos Encontros de Discípulos foi idealizado para atender necessidades da vivência dos membros da Fraternidade. Os assuntos abordados levam em conta o processo iniciático, pelo qual passaram os Discípulos nas EAEs, e o compromisso de Servir ao Mestre. Portanto, para pessoas alheias a estes pontos, podem não fazer sentido os assuntos, posturas e abordagens, tornando estranha sua presença. No mais, não há inconveniente em participar desde que os componentes do Encontro, num consenso, concordem. Quando os interessados são alunos, futuros pretendentes ao discipulado, neste caso achamos até ser de grande conveniência. Com antecedência deve-se ter presente a impossibilidade irretorquível da não aceitação de polêmica no ambiente dos nossos Encontros de Discípulos.

Aliança Espirita Evangélica